Um país sem multidões de turistas: o que torna as Ilhas Salomão surpreendentes em 2026
As Ilhas Salomão continuam sendo um dos destinos menos visitados do mundo, mas é exatamente isso que atrai os viajantes. Não há turismo de massa, mas há praias intocadas, uma cultura única e tradições incomuns, como o uso de conchas como moeda. Descubra mais sobre o que torna as Ilhas Salomão surpreendentes em 2026
As Ilhas Salomão são um arquipélago composto por quase mil ilhas na Oceania, situado a leste da Nova Guiné. Apesar da beleza natural e do rico mundo subaquático, o turismo aqui ainda é pouco desenvolvido devido à logística complexa e à infraestrutura limitada. É por isso que o destino permaneceu por muito tempo fora do radar do turista de massa, mas a situação começou a mudar em 2025, quando o interesse pelas ilhas cresceu gradualmente.
Hoje, este local é escolhido por quem procura não resorts hoteleiros, mas verdadeira autenticidade. Aqui, preservam-se mais de 70 línguas, em algumas comunidades ainda se utilizam conchas como moeda e a deslocação de canoa continua a ser uma prática habitual. Em combinação com a natureza selvagem, a história da Segunda Guerra Mundial e a ausência de multidões, isto torna as Ilhas Salomão um dos destinos mais interessantes e, ao mesmo tempo, menos explorados para viajar em 2026.
No artigo anterior, falámos sobre os 10 melhores destinos turísticos segundo a Time Out, que vale a pena visitar em 2026.
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O que ver e fazer nas Ilhas Salomão?
As Ilhas Salomão são um destino para quem quer não apenas descansar, mas realmente explorar um novo mundo. Aqui não há resorts típicos com hotéis «tudo incluído», mas sim natureza selvagem, praias quase intocadas e locais únicos que ainda não estão repletos de turistas. Como o arquipélago é composto por centenas de ilhas, cada viagem pode ser completamente diferente: desde mergulho até caminhadas na selva.
Mergulho entre navios naufragados da Segunda Guerra Mundial
As Ilhas Salomão são consideradas um dos melhores locais do mundo para mergulho histórico. Nas águas costeiras, conservam-se dezenas de navios e aviões naufragados da Segunda Guerra Mundial. Os locais mais famosos ficam perto de Bonegi, onde é possível mergulhar até navios japoneses que repousam a uma profundidade relativamente pequena.
A água aqui é quente e límpida, e muitos dos objetos já estão cobertos de corais, parecendo verdadeiros museus subaquáticos. É adequado tanto para mergulhadores experientes como para principiantes com formação básica.
A Lagoa de Marovo – um ecossistema natural único
A Lagoa de Marovo é uma das principais joias naturais do país e a maior lagoa salgada do mundo. Está rodeada por recifes de coral e pequenas ilhas, o que cria condições ideais para o mergulho com snorkel.
Aqui é possível ver centenas de espécies de peixes, estrelas-do-mar e corais e, devido à ausência de turismo de massa, o ecossistema manteve-se em muito bom estado. Este local é especialmente apreciado por quem deseja ver o oceano sem filtros – tal como era há décadas.
Num artigo anterior, falámos sobre 10 locais menos conhecidos em vez dos resorts populares para viagens de verão pela Europa.
Natureza selvagem sem jardins zoológicos nem cercas
A província ocidental é uma das melhores regiões para observar animais no seu habitat natural. Aqui é possível ver golfinhos durante passeios de barco, tartarugas marinhas junto à costa e até tubarões de recife.
A principal característica é a ausência de turismo de massa. Os animais não estão habituados às pessoas, por isso comportam-se naturalmente, e a experiência em si não parece uma atração, mas sim uma verdadeira expedição.
Cascata de Tenaru e caminhadas na selva
Os amantes de atividades ao ar livre devem dirigir-se à cascata de Tenaru. O caminho até lá passa por densas florestas tropicais, o que por si só já é parte da aventura.
No local, abrem-se vistas para a cascata, rochas e extensões verdes da selva. Este é um dos poucos locais onde é possível combinar atividade física com a verdadeira sensação da natureza selvagem.
Ilha Kennedy – história no meio do oceano
Esta pequena ilha recebeu o seu nome em homenagem a John Kennedy, que ali chegou em 1943 após um naufrágio durante a Segunda Guerra Mundial. Hoje, não é apenas um ponto turístico, mas um local com história real, que atrai aqueles que se interessam por acontecimentos militares e biografias de líderes mundiais. A ilha em si é pequena, mas a atmosfera aqui é muito especial.
Ilha da Caveira e tradições tribais
Este é um dos locais mais invulgares do arquipélago. A Ilha dos Crânios é conhecida pelas suas relíquias sagradas – aqui estão guardados os crânios de antigos chefes tribais, que têm um significado espiritual para os habitantes locais.
A visita a estes locais é normalmente possível apenas com um guia e respeitando as tradições locais. Isto permite não só ver o local, mas compreender a cultura e a visão de mundo das pessoas que vivem nas ilhas.
A cultura única das Ilhas Salomão: 70 línguas, conchas em vez de dinheiro e uma vida sem pressa
As Ilhas Salomão não são apenas natureza, mas também uma das culturas mais diversificadas do mundo. Devido ao isolamento das ilhas, formaram-se aqui dezenas de comunidades distintas, com as suas próprias línguas, tradições e modos de vida. Para o turista, isto significa uma coisa: cada ilha pode parecer um país à parte.
Mais de 70 línguas num único território
Nas Ilhas Salomão, o inglês é a língua oficial, mas na vida quotidiana está longe de ser a principal. Aqui, preservaram-se mais de 70 línguas e dialetos locais, e em diferentes regiões as pessoas podem simplesmente não se compreender sem uma língua comum de intermediação.
Na maioria das vezes, essa língua é a variante crioula local – o Solomon Islands Pijin. É precisamente esta língua que se utiliza nos mercados, nos transportes e entre os habitantes de diferentes ilhas. Para os turistas, isto significa que o inglês básico ajudará, mas nem sempre haverá total conforto na comunicação.
Conchas como moeda – não é lenda, mas realidade
Uma das características mais invulgares é a utilização de conchas como meio de pagamento. Em algumas comunidades, elas ainda têm valor real e podem ser utilizadas para trocas ou como símbolo de riqueza.
Essas «moedas» são feitas à mão, e o seu valor depende do tamanho, da cor e da complexidade do trabalho. Muitas vezes, as conchas não são usadas para compras diárias, mas para eventos importantes – casamentos, acordos ou rituais tradicionais.
No artigo anterior, apresentámos uma seleção de 7 locais de praia europeus para umas férias antecipadas, onde já faz calor em maio.
A canoa como principal meio de transporte
Apesar das tecnologias modernas, em muitas ilhas ainda se utilizam ativamente as canoas. Não se trata de um passatempo turístico, mas sim de um meio de transporte comum entre aldeias e ilhas vizinhas.
Para os viajantes, isto significa que parte da viagem pode ser feita não de avião ou de carro, mas sim pela água – e esta é uma das experiências mais autênticas que se pode viver.
Aldeias tradicionais e vida sem turismo de massa
Ao contrário dos resorts populares, aqui não há grandes complexos hoteleiros, e a vida nas aldeias quase não mudou nas últimas décadas.
Durante as excursões, é possível ver danças tradicionais, artesanato e o modo de vida dos habitantes locais. Não se trata de espetáculos encenados para turistas, mas sim de parte da vida real, o que torna a experiência muito mais profunda e genuína.
Mercados, artesanato e gastronomia local
O mercado central da capital é um dos melhores locais para compreender o quotidiano das ilhas. Aqui vendem-se peixe fresco, frutas, produtos artesanais e as mesmas joias tradicionais feitas de conchas. É também um bom ponto para os turistas comprarem lembranças autênticas e interagirem com os habitantes locais sem os «filtros» turísticos.
O que deve ter em conta antes de viajar para as Ilhas Salomão?
As Ilhas Salomão não são um destino turístico típico, por isso a preparação para a viagem é aqui significativamente mais importante do que para os resorts populares. Sem compreender a logística, as condições de alojamento e as particularidades locais, a viagem pode revelar-se mais complexa do que o esperado.
Logística complexa e ligações aéreas limitadas
Chegar às Ilhas Salomão não é fácil. Não existem voos diretos a partir da maioria dos países; normalmente, é necessário voar com escalas na Austrália ou noutros países da Oceânia.
Mesmo dentro do país, a deslocação entre ilhas pode demorar muito tempo. Os voos internos são limitados e, muitas vezes, a alternativa são barcos ou canoas, o que deve ser tido em conta ao planear o itinerário.
Infraestrutura: mínimo de conforto, máximo de autenticidade
Nas ilhas não há uma grande quantidade de hotéis de alto nível ou zonas turísticas desenvolvidas. Em muitos locais, deve contar-se com condições básicas de alojamento.
A Internet pode funcionar de forma instável e a infraestrutura bancária é limitada. Isto significa que é melhor resolver parte das questões — desde reservas até finanças — antes da viagem.
Quando é melhor viajar
O período mais favorável para viajar é a estação seca, quando chove menos e as condições são mais confortáveis para se deslocar e praticar mergulho.
Também vale a pena ter em conta que o maior número de visitantes costuma ocorrer no final do verão – em agosto e setembro. Nesta altura, podem decorrer eventos e conferências nas ilhas, pelo que os preços e a procura aumentam ligeiramente.
Segurança e pormenores do dia-a-dia
As Ilhas Salomão são, em geral, consideradas um destino seguro, mas devido à infraestrutura deficiente, o nível dos serviços médicos é limitado.
Também é importante respeitar as tradições locais: algumas áreas podem ser consideradas sagradas e as regras de conduta podem diferir dos padrões habituais para os turistas. Antes de visitar determinados locais, é aconselhável esclarecer os detalhes com os guias.
O que levar
Devido à disponibilidade limitada de produtos nas ilhas, é importante preparar bem o que levar. Isto aplica-se especialmente ao kit de primeiros socorros, aos produtos de proteção solar e aos itens básicos de primeira necessidade. Ter dinheiro em numerário também será útil, uma vez que os cartões bancários não são aceites em todos os locais.
Está a planear uma viagem e quer se preparar sem stress desnecessário? O guia turístico da Visit World reúne dicas importantes para viajantes: regras de entrada e permanência, requisitos atuais para turistas, recomendações básicas de segurança, transporte e alojamento. Este guia ajudará a orientar-se rapidamente num novo país, a evitar erros típicos durante a viagem e a planear o itinerário, levando em consideração detalhes práticos que muitas vezes passam despercebidos pelos turistas.
Lembrete! Os destinos turísticos populares podem ser uma armadilha. Já falámos dos 8 locais do mundo que a Fodor’s recomenda evitar em 2026 devido ao turismo excessivo, aos riscos ambientais e às tensões sociais – e que alternativas escolher.
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Perguntas
mais frequentes
É necessário um visto para viajar para as Ilhas Salomão?
Em que é que as Ilhas Salomão se distinguem dos resorts populares?
É seguro viajar para as Ilhas Salomão?
É verdade que nas ilhas se usam conchas como moeda?
Qual é a melhor altura para planear uma viagem às Ilhas Salomão?
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