Naturalização na UE: classificação dos países com base no número de passaportes emitidos e condições para a obtenção da cidadania europeia
Índice
- Dinâmica da naturalização na UE: estatísticas ao longo de uma década
- Ranking dos países da UE por nível de naturalização de estrangeiros
- Líderes absolutos em número de passaportes emitidos
- Cidadãos de que países obtêm mais frequentemente passaportes da UE
- Condições básicas para a obtenção da cidadania da UE
- Os caminhos mais rápidos para obter um passaporte europeu: Polónia, Malta, Espanha e Suécia
- Endurecimento das regras de naturalização: Alemanha, Reino Unido e Itália
O Eurostat divulgou dados sobre a naturalização de estrangeiros nos países da UE em 2024 — o número de novos cidadãos atingiu 1,2 milhões, e os líderes em termos de valores absolutos e relativos diferem significativamente. As condições para a obtenção do passaporte variam entre 14 meses em Malta e 10 anos na Itália e em Espanha. Saiba mais sobre os níveis de naturalização nos países da UE, as nacionalidades que mais frequentemente obtêm passaportes europeus e as condições de naturalização em cada um dos Estados-Membros
A obtenção de um passaporte de um dos países da União Europeia continua a ser um dos objetivos de migração mais populares entre os cidadãos de países terceiros. Nos últimos dez anos, o número de naturalizações no bloco aumentou significativamente, mas persistem diferenças substanciais entre os Estados-Membros — tanto em termos de números absolutos como no ritmo de concessão da cidadania. Recentemente, a Euronews abordou este tema.
Em quantas vezes aumentou o número de passaportes da UE emitidos, quais são os países do bloco que mais ativamente acolhem novos cidadãos, de que países são os cidadãos que mais frequentemente obtêm passaportes europeus e quais são os requisitos exigidos por cada país aos candidatos — abordamos estes temas a seguir neste artigo.
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Dinâmica da naturalização na UE: estatísticas ao longo de uma década
O Eurostat regista um crescimento estável do número de estrangeiros que obtêm a cidadania de países da União Europeia. Em 2014, os governos europeus emitiram passaportes a representantes de países terceiros e a cidadãos de outros países do bloco 762 mil vezes. Em 2024, este número atingiu 1,2 milhões — 54% mais do que há uma década e aproximadamente 12% mais em comparação com 2023.
Entre os beneficiários da cidadania europeia, predominam os originários de fora da UE: a eles correspondem 88% de todos os novos passaportes. Outros cerca de 11% são constituídos por cidadãos de um dos 27 Estados-Membros que se mudaram para outro país do bloco e se naturalizaram lá. Esta estrutura demonstra que a principal fonte de novos europeus continuam a ser precisamente os países terceiros, e não a mobilidade interna no seio da própria União.
Ranking dos países da UE por nível de naturalização de estrangeiros
O nível de naturalização é a relação entre o número de novas cidadanias e o número total de estrangeiros que residem no país. Segundo este indicador, a Suécia lidera com folga na UE: por cada 100 residentes estrangeiros, registam-se 7,55 novas cidadanias. Este valor é mais do dobro da média da União Europeia, que se situa em 2,73.
Entre os dez primeiros países em termos de naturalização encontram-se também a Noruega (4,34), a Itália (4,14), a Espanha (3,88), os Países Baixos (3,87), a Polónia (3,74), Bélgica (3,68), Finlândia (3,1) e Irlanda (2,94). No extremo oposto do ranking encontram-se a Lituânia, a Bulgária e a Estónia, onde a percentagem de estrangeiros que se tornam cidadãos anualmente continua a ser a mais baixa entre os Estados-Membros.
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Líderes absolutos em número de passaportes emitidos
O nível de naturalização e os números absolutos de emissão de passaportes são coisas diferentes. Em termos de número total de novos cidadãos em 2024, o primeiro lugar é ocupado pela Alemanha: aqui naturalizaram-se cerca de 300 mil pessoas, o que representa aproximadamente um quarto do total da União Europeia.
A segunda posição em termos absolutos pertence à Espanha — cerca de 250 mil novas cidadanias. A Itália fecha o trio com um resultado de 217 mil passaportes emitidos. Esta proporção explica-se pela grande dimensão da população estrangeira nestes países — com volumes significativos de migração, mesmo um nível moderado de naturalização resulta, no final, em centenas de milhares de novos europeus todos os anos.
Cidadãos de que países obtêm mais frequentemente passaportes da UE
A composição dos beneficiários de passaportes europeus reflete as principais tendências migratórias para a União. Em 2024, o grupo mais numeroso foi o dos sírios — mais de 110 mil pessoas obtiveram a cidadania de um dos países da UE. Em segundo lugar ficaram os cidadãos de Marrocos, com cerca de 97 mil naturalizações.
O terceiro lugar ficou com os albaneses (48 mil), seguidos pelos cidadãos da Turquia, dos quais pouco mais de 40 mil se tornaram europeus em 2024. O quinto lugar ficou com os romenos — cerca de 40 mil naturalizações, sendo este o maior grupo entre os migrantes que se deslocam de um país da UE para outro. Também entraram no top 10 os venezuelanos, ucranianos, indianos, russos e brasileiros.
Condições básicas para a obtenção da cidadania da UE
Não existe uma regra única de naturalização no âmbito da União Europeia. Cada Estado-Membro estabelece autonomamente os prazos de residência, os requisitos linguísticos e de integração, bem como os critérios financeiros para os candidatos. Em média, para apresentar um pedido de cidadania são necessários cerca de cinco anos de residência legal, mas os prazos reais variam entre alguns meses e uma década.
Para além do período de residência, a maioria dos países exige que os requerentes comprovem um determinado nível de conhecimento da língua oficial, realizem um teste sobre história, cultura e legislação, comprovem rendimentos estáveis e a ausência de infrações graves. Os prazos de análise dos documentos também variam significativamente — desde alguns meses em alguns países até mais de dois anos noutros.
Os caminhos mais rápidos para obter um passaporte europeu: Polónia, Malta, Espanha e Suécia
A Polónia — uma das economias da UE que mais cresce — oferece a naturalização após apenas três anos de residência contínua, desde que o requerente tenha rendimentos estáveis. Este é um dos prazos básicos mais curtos do bloco, sem requisitos de investimento adicionais. Malta permite obter a cidadania em 14 meses, mas esta opção só está disponível mediante um investimento na economia local no valor mínimo de 600 mil euros. Para os restantes candidatos em Malta, aplica-se o prazo padrão de cinco anos.
Alguns países oferecem vias abreviadas com base na nacionalidade do requerente. Em Espanha, o prazo padrão é de 10 anos, mas para os originários de países da América Latina — nomeadamente argentinos, mexicanos, brasileiros e costarriquenhos — bastam apenas dois anos de residência.
As mesmas condições aplicam-se aos cidadãos de Portugal, Andorra, Filipinas e Guiné Equatorial. A Suécia aplica o princípio geográfico: para cidadãos de outros países da Europa do Norte, bastam dois anos de residência contínua, enquanto para os restantes estrangeiros o prazo padrão é de cinco anos.
Endurecimento das regras de naturalização: Alemanha, Reino Unido e Itália
Em outubro de 2025, a Alemanha revogou o programa de naturalização acelerada Turboeinbürgerung, que permitia a profissionais altamente qualificados obter o passaporte mais rapidamente do que o prazo padrão. Agora, o requisito básico é de cinco anos de residência, aos quais se somam conhecimentos de alemão ao nível B1, a realização de um teste de cidadania e a comprovação de estabilidade financeira.
A Grã-Bretanha segue uma política semelhante: os requerentes devem residir no país durante pelo menos cinco anos, embora o governo já esteja a considerar a possibilidade de aumentar este prazo para dez anos. Além disso, os candidatos realizam o teste «Life in the UK», que abrange a história, a cultura, o sistema político e a legislação britânicos, comprovam o domínio da língua inglesa e demonstram a ausência de condenações recentes ou graves. A Itália — apesar de ocupar o segundo lugar em termos de naturalização na UE — mantém um dos procedimentos mais rigorosos. Os cidadãos de países terceiros têm normalmente de esperar 10 anos antes de apresentarem o pedido, enquanto aos cidadãos de outros Estados da UE bastam quatro anos. Mesmo após a apresentação dos documentos, a análise do processo pode demorar até 24 meses e, em casos específicos, até 36.
Como se preparar para a naturalização na UE?
Cada um dos países da União Europeia tem as suas próprias regras de naturalização, requisitos linguísticos, prazos de análise de documentos e lista de motivos para a apresentação do pedido. Um erro na escolha do programa ou o incumprimento dos requisitos pode adiar a obtenção do passaporte por anos. Para avançar para a cidadania europeia seguindo um plano claro, utilize o guia especializado em migração do portal Visit World. Este reúne instruções passo a passo sobre a legalização, listas de documentos, prazos e nuances dos procedimentos em países específicos da UE.
Lembre-se! Os vistos de ouro continuam a ser uma das formas mais rápidas de obter uma autorização de residência na Europa em 2026. Os países que ainda oferecem programas de investimento — nesta artigo.
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Perguntas
mais frequentes
Qual é o país da UE que emite mais passaportes a estrangeiros?
Em que país da UE se regista o nível mais elevado de naturalização de estrangeiros?
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