Onde será melhor viver em 2026: foi publicado o ranking das cidades mais confortáveis do mundo
Índice
- Quais são os critérios utilizados para determinar as cidades mais confortáveis do mundo?
- Copenhaga tornou-se a cidade mais confortável do mundo em 2025
- As 10 cidades mais confortáveis do mundo em 2026
- Quais são as cidades que se mantêm entre os líderes mundiais em qualidade de vida?
- Por que razão as grandes metrópoles raramente lideram estes rankings?
Os especialistas da Economist Intelligence Unit avaliaram 173 cidades em todo o mundo e determinaram os melhores locais para se viver em 2025. Este ano, o líder de longa data do ranking cedeu o primeiro lugar a um novo vencedor. Saiba mais sobre as cidades mais agradáveis do mundo e os critérios que as ajudaram a liderar o ranking
Os especialistas da Economist Intelligence Unit (EIU) divulgaram o novo ranking Global Liveability Index 2026, no qual avaliaram 173 cidades do mundo quanto ao nível de qualidade de vida. O estudo tem tradicionalmente em conta dezenas de indicadores: desde a segurança e os cuidados de saúde até à qualidade das infraestruturas, da educação e do ambiente. Em 2026, o ranking trouxe uma das principais mudanças dos últimos anos: Viena, líder há muitos anos, perdeu o primeiro lugar.
Copenhaga tornou-se a cidade mais confortável do mundo pela primeira vez em vários anos. A capital dinamarquesa obteve pontuações máximas em várias categorias-chave e conseguiu ultrapassar Viena, que liderou o ranking durante três anos consecutivos. Entre as dez melhores também se encontram Zurique, Melbourne, Genebra, Sydney, Osaka, Auckland e Vancouver.
Anteriormente, falámos sobre os países europeus onde é mais fácil obter um visto de trabalho e iniciar uma carreira no estrangeiro.
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Quais são os critérios utilizados para determinar as cidades mais confortáveis do mundo?
Todos os anos, os especialistas da Economist Intelligence Unit analisam cidades em todo o mundo para determinar onde as pessoas têm as melhores condições de vida. A avaliação leva em conta não apenas indicadores económicos, mas também o quão confortável, segura e conveniente é a vida quotidiana dos residentes.
O ranking é elaborado com base em cinco categorias principais:
- Estabilidade e segurança;
- Saúde;
- Educação;
- Infraestruturas;
- Cultura e ambiente.
Cada categoria inclui uma série de indicadores específicos. Por exemplo, na avaliação da estabilidade, são tidos em conta o nível de criminalidade, a situação política e o risco de agitação social. Na categoria de infraestruturas, analisa-se a qualidade das estradas, dos transportes públicos, do parque habitacional, do abastecimento energético e das telecomunicações.
Os especialistas dedicam especial atenção à acessibilidade dos serviços de saúde e à qualidade da educação. São precisamente estes fatores que determinam frequentemente o grau de conforto da vida para famílias com crianças, estudantes ou pessoas idosas.
É interessante notar que um elevado nível de rendimentos não garante a uma cidade um lugar entre os líderes. Por exemplo, muitas megacidades com economias robustas ficam atrás de cidades mais pequenas devido ao tráfego congestionado, ao custo elevado da habitação e a indicadores de segurança mais baixos. É por isso que, frequentemente, no topo do ranking encontram-se cidades que conseguiram encontrar um equilíbrio entre desenvolvimento, ecologia e qualidade do ambiente urbano.
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Copenhaga tornou-se a cidade mais confortável do mundo em 2025
No ranking Global Liveability Index 2026, Copenhaga ocupou o primeiro lugar. A capital dinamarquesa obteve 98 pontos em 100 possíveis e, pela primeira vez em vários anos, conseguiu ultrapassar Viena, que anteriormente era considerada líder incontestável em qualidade de vida.
Uma das principais vantagens de Copenhaga foi a alta classificação em termos de estabilidade, educação e infraestruturas. A cidade também obteve a pontuação máxima na qualidade da educação e no desenvolvimento das infraestruturas urbanas. Um papel importante é desempenhado pelo eficiente sistema de transportes públicos, pelas ruas seguras e pela grande quantidade de zonas verdes.
Copenhaga é frequentemente considerada uma das capitais mais convenientes para se deslocar de bicicleta. Segundo dados das autoridades municipais, mais de 60% dos habitantes utilizam diariamente a bicicleta para se deslocarem para o trabalho ou para a escola. Graças à rede desenvolvida de ciclovias, a cidade mantém-se há muitos anos como um dos líderes mundiais na área da mobilidade sustentável.
Outra vantagem é a política ambiental da Dinamarca. Copenhaga investe ativamente em energias renováveis, no desenvolvimento dos transportes públicos e na redução das emissões de carbono. A cidade tem como objetivo tornar-se uma das primeiras grandes metrópoles do mundo com um nível neutro de emissões de CO₂.
Os excelentes resultados também se devem a um sistema de saúde de qualidade, a um baixo índice de criminalidade e ao acesso a instalações culturais e desportivas. Foi precisamente a combinação de segurança, infraestruturas modernas e um ambiente urbano confortável que permitiu a Copenhaga liderar o ranking das melhores cidades do mundo para se viver em 2026.
No artigo anterior, falámos sobre as cidades e regiões mais ricas da Europa em 2026.
As 10 cidades mais confortáveis do mundo em 2026
Entre as dez primeiras do ranking Global Liveability Index encontram-se cidades da Europa, Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Japão. A maioria delas tem vindo a apresentar resultados elevados há muitos anos, graças a infraestruturas desenvolvidas, cuidados de saúde de qualidade, segurança e elevados padrões ambientais.
As 10 cidades mais confortáveis do mundo em 2026:
1. Copenhaga, Dinamarca – 98,0 pontos.
2. Viena, Áustria – 97,1 pontos.
3. Zurique, Suíça – 97,1 pontos.
4. Melbourne, Austrália – 97,0 pontos.
5. Genebra, Suíça – 96,8 pontos.
6. Sydney, Austrália – 96,6 pontos.
7. Osaka, Japão – 96,0 pontos.
8. Auckland, Nova Zelândia – 96,0 pontos.
9. Adelaide, Austrália – 95,9 pontos.
10. Vancouver, Canadá – 95,8 pontos.
É de salientar que três cidades australianas entraram no top 10. Este é o melhor resultado entre todos os países do ranking. Ao mesmo tempo, a Suíça está representada por duas cidades – Zurique e Genebra –, que tradicionalmente apresentam indicadores elevados nas áreas da segurança, saúde e educação.
Outra tendência interessante é o domínio das cidades com uma população até dois milhões de habitantes. Ao contrário das megacidades, estas lidam melhor com o tráfego, apresentam níveis de poluição mais baixos e proporcionam condições mais confortáveis para a vida quotidiana.
Anteriormente, falámos sobre as cidades mais felizes do mundo em 2026.
Quais são as cidades que se mantêm entre os líderes mundiais em qualidade de vida?
Embora Copenhaga tenha-se tornado a nova líder do ranking, a disputa pelos primeiros lugares continua extremamente acirrada. A diferença entre as cidades no topo da lista é frequentemente de apenas algumas décimas de ponto, pelo que mesmo pequenas alterações em indicadores específicos podem influenciar as posições finais.
Viena chama especial atenção, tendo liderado durante três anos consecutivos o ranking das cidades mais confortáveis do mundo. Em 2026, a capital austríaca desceu para o segundo lugar. Os especialistas associam isto, em primeiro lugar, à descida da classificação no indicador de estabilidade, após vários incidentes que afetaram a avaliação geral da segurança da cidade.
As cidades suíças de Zurique e Genebra confirmaram mais uma vez a sua reputação como algumas das melhores cidades para se viver. Recebem consistentemente avaliações elevadas graças à medicina de qualidade, ao funcionamento eficiente dos serviços municipais, ao elevado nível de segurança e à infraestrutura de transportes desenvolvida.
A Austrália continua a ser um dos principais centros mundiais de qualidade de vida. Três cidades australianas – Melbourne, Sydney e Adelaide – entraram no TOP 10. Os especialistas avaliam de forma particularmente positiva os sistemas de saúde locais, a qualidade da educação e a situação ambiental.
Entre os participantes habituais do topo do ranking, mantém-se também o Canadá. Vancouver integra-se há muitos anos no grupo das cidades mais confortáveis do mundo, graças à combinação de infraestruturas modernas, acesso à natureza e elevado nível de segurança pública.
Ao mesmo tempo, o ranking demonstra outra tendência importante: as cidades mais bem-sucedidas são aquelas que investem não apenas no crescimento económico, mas também no desenvolvimento do espaço público, dos sistemas de transporte, da medicina e dos programas ambientais. São precisamente estes fatores que influenciam cada vez mais a qualidade de vida geral dos habitantes.
Anteriormente, falámos sobre as melhores cidades da Europa para se viver em 2026.
Por que razão as grandes metrópoles raramente lideram estes rankings?
À primeira vista, pode parecer que as cidades mais ricas e famosas do mundo devem ocupar automaticamente as primeiras posições nos rankings de qualidade de vida. No entanto, os resultados do Global Liveability Index revelam uma tendência diferente: os líderes são, na maioria das vezes, não as megacidades, mas sim cidades de tamanho médio com uma infraestrutura urbana bem equilibrada.
Uma das principais razões é a carga de tráfego. Em cidades como Nova Iorque, Londres, Paris ou Los Angeles, milhões de pessoas utilizam diariamente as estradas e os transportes públicos, o que leva a engarrafamentos, sobrecarga das redes e aumento do tempo de deslocação.
Os preços da habitação continuam a ser um fator não menos importante. Em muitas megacidades globais, o custo do arrendamento e da compra de imóveis cresce mais rapidamente do que os rendimentos da população. Por isso, mesmo cidades com salários elevados perdem frequentemente pontos nos indicadores de acessibilidade e conforto geral de vida.
As avaliações são também influenciadas por:
- Elevados níveis de poluição sonora e ambiental;
- Elevada densidade populacional;
- Serviços sociais e de saúde sobrecarregados;
- Situação mais complexa em termos de segurança pública em determinados bairros.
Em contrapartida, cidades como Copenhaga, Zurique ou Melbourne oferecem uma abordagem diferente ao desenvolvimento. Aqui, a aposta é no transporte público de qualidade, na grande quantidade de zonas verdes, no acesso aos cuidados de saúde e num planeamento urbano confortável. Como resultado, os habitantes obtêm uma melhor qualidade de vida, mesmo sem o estatuto de centro financeiro ou turístico global.
É por isso que, nos rankings atuais, vencem cada vez mais as cidades que se concentram não na dimensão, mas na criação de um ambiente confortável para a vida quotidiana das pessoas.
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Perguntas
mais frequentes
Qual foi a cidade mais habitável do mundo em 2026?
Por que é que Viena perdeu o primeiro lugar no ranking?
De acordo com que critérios são avaliadas as cidades?
Qual foi a melhor cidade da América do Norte?
Por que razão as megacidades raramente chegam ao topo do ranking?
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