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Olimpíadas de 2026 em Milão: medalhas, recordes, escândalos e as principais sensações dos Jogos de Inverno

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Olimpíadas de 2026 em Milão: medalhas, recordes, escândalos e as principais sensações dos Jogos de Inverno

Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, na Itália, já proporcionaram aos espectadores recordes históricos, triunfos inesperados e controvérsias ruidosas. Desde o domínio da Noruega no quadro de medalhas até a primeira medalha de ouro de inverno da América do Sul, estes Jogos serão lembrados por muito tempo. Saiba mais sobre os principais protagonistas, escândalos e sensações dos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina 2026

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Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 na Itália, em Milão e Cortina d'Ampezzo, já passaram da metade e essas duas semanas de grande esporte já proporcionaram muitas histórias marcantes. O norueguês Johannes Klæbo reescreveu os livros de recordes, o Brasil conquistou pela primeira vez na história uma medalha nos Jogos Olímpicos de Inverno, e o escândalo no curling entre o Canadá e a Suécia é discutido em ambos os lados do Atlântico. Paralelamente, os atletas reclamam em massa das medalhas com defeito, e o treinador da seleção finlandesa foi afastado por violação da disciplina. A comunidade também ficou agitada com as notícias sobre sabotagens na ferrovia, que paralisaram o transporte na Itália durante os Jogos Olímpicos de 2026.


Sobre a contagem de medalhas, conquistas históricas, principais surpresas e a atmosfera dos Jogos para os fãs — contamos mais adiante neste artigo.


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Classificação por medalhas dos Jogos Olímpicos de 2026: quem lidera e quem surpreende?


A equipa da Noruega mantém com segurança o primeiro lugar na classificação geral por equipas. Até 15 de fevereiro, os noruegueses conquistaram 12 medalhas de ouro, 7 de prata e 7 de bronze — um total de 26 medalhas. A vantagem sobre os seus perseguidores mais próximos é significativa: a segunda colocada, Itália, tem 8 medalhas de ouro e 22 no total, e em terceiro lugar estão os EUA, com 5 medalhas de ouro e 17 no total. A Noruega venceu a classificação por equipas dos Jogos Olímpicos de Inverno sem interrupção desde 2014, e até agora a tendência se mantém.


A seguir, no top 10, estão os Países Baixos e a Suécia (com 5 medalhas de ouro e 11 medalhas cada), a França e a Alemanha (com 4 medalhas de ouro e 15 medalhas cada), a Áustria (4 medalhas de ouro e 13 medalhas), a Suíça (4 medalhas de ouro e 9 medalhas) e o Japão (3 medalhas de ouro e 17 medalhas). É interessante notar que a Austrália conquistou inesperadamente já 3 medalhas de ouro, enquanto o Cazaquistão e o Brasil conquistaram pela primeira vez uma medalha de ouro cada. Por outro lado, o Canadá, tradicionalmente uma equipa forte nos desportos de inverno, continua sem nenhuma medalha de ouro, tendo conquistado apenas 3 medalhas de prata e 5 de bronze.


Recorde de Johannes Klæbo: o atleta mais titulado da história dos Jogos Olímpicos de Inverno


A figura principal dos Jogos de 2026 foi o esquiador norueguês Johannes Høsflot Klæbo, de 29 anos. No domingo, 15 de fevereiro, ele terminou a primeira etapa da estafeta masculina de 4×7,5 km, o que lhe rendeu a nona medalha de ouro olímpica — um recorde absoluto na história dos Jogos Olímpicos de Inverno. Antes disso, o recorde de oito medalhas de ouro era compartilhado por três de seus compatriotas: os esquiadores Marit Bjørgen e Bjarne Dali, além do biatleta Ole Einar Bjørndalen.


Nos Jogos de Milão, Klæbo venceu todas as quatro provas em que participou: esqui cross-country, sprint, corrida de 10 km em estilo livre e estafeta. Ele ainda tem duas provas pela frente — o sprint por equipas em 18 de fevereiro e a largada em massa de 50 km em 21 de fevereiro. Se conquistar pelo menos mais uma medalha de ouro, Klebo ficará em segundo lugar na história geral das Olimpíadas (de verão e de inverno) em número de medalhas de ouro, atrás apenas de Michael Phelps, com 23 medalhas de ouro. Os vídeos em que Klebo escala subidas a mais de 18 km/h em esquis tornaram-se virais nas redes sociais.


Primeira medalha olímpica de inverno da Brasil e da América do Sul


Uma das histórias mais marcantes destes Jogos foi o triunfo do esquiador brasileiro Lucas Pinheiro Braaten no slalom gigante. O atleta de 25 anos superou o atual campeão olímpico, o suíço Marco Odermatt, por 0,58 segundos e conquistou o ouro. Esta vitória foi a primeira medalha de qualquer país sul-americano nos Jogos Olímpicos de Inverno em quase 100 anos de participação do continente.


Braaten nasceu em Oslo, filho de pai norueguês e mãe brasileira. Até 2023, ele representou a Noruega, depois encerrou inesperadamente a carreira e se mudou para o Brasil. Um ano depois, voltou ao esporte representando o Brasil. A sua vitória coincidiu com a época de carnaval no Brasil, e a televisão brasileira transmitiu as provas olímpicas juntamente com reportagens sobre o carnaval. Após a chegada, Braaten dançou samba junto à pista, e no seu capacete estava escrito «Vamos Dançar».


Escândalo no curling: Canadá acusado de fraude


O curling, normalmente calmo e cavalheiro, tornou-se inesperadamente o epicentro do conflito mais acalorado dos Jogos Olímpicos de 2026. Durante a partida entre Canadá e Suécia no torneio masculino, o jogador sueco Oscar Eriksson acusou o canadense Mark Kennedy de «toque duplo» — tocar duas vezes na pedra após lançá-la. Kennedy reagiu com palavrões e afirmou que, em 25 anos no desporto, ninguém questionou a sua honestidade.


A situação escalou ainda mais: na partida feminina entre Canadá e Suíça, o árbitro registou uma infração semelhante da canadense Rachel Homan e retirou a sua pedra. Homan protestou, mas, de acordo com as regras do curling, não são utilizadas repetições de vídeo e a decisão do árbitro é definitiva. Uma infração semelhante foi registada na partida entre a Grã-Bretanha e a Alemanha. A Federação Mundial de Curling emitiu um esclarecimento especial sobre as regras e reforçou o controlo dos árbitros, adicionando mais oficiais a cada jogo.


Medalhas olímpicas com defeito: os organizadores reconheceram o problema


Outro motivo desagradável para os organizadores foram as reclamações em massa dos atletas sobre a qualidade das medalhas olímpicas. A esquiadora americana Brizzie Johnson mostrou aos jornalistas numa conferência de imprensa como se soltou a peça que liga a fita à medalha. Um problema semelhante foi registado pela patinadora artística Alisa Liu, que publicou um vídeo em que segura a medalha e a fita separadamente. A esquiadora sueca Ebba Andersson partiu a sua medalha de prata em três partes poucos minutos após a cerimónia de entrega de prémios.


Na equipa alemã de biatlo, durante a comemoração da medalha de bronze, a medalha soltou-se da fita de uma das atletas e caiu no chão — o momento foi capturado em vídeo. Os organizadores anunciaram que identificaram a causa das avarias e propuseram aos atletas que devolvessem as medalhas para reparação. Vale a pena referir que não é a primeira vez que surgem problemas com a qualidade das medalhas olímpicas: após os Jogos Olímpicos de Verão de 2024 em Paris, foram recebidos mais de 220 pedidos de substituição de medalhas que começaram a perder o brilho.


Demissão do treinador da seleção finlandesa e escândalo com capacetes


O Comitê Olímpico Finlandês afastou antecipadamente do cargo o treinador principal da seleção de saltos ornamentais, Igor Medved. O motivo foi uma violação disciplinar relacionada com o consumo de álcool. Medved liderava a equipa desde junho de 2024 e anteriormente atuava como atleta pela seleção da Eslovénia. O treinador reconheceu a culpa e pediu desculpas publicamente à equipa e aos adeptos.


A situação com o equipamento chamou atenção especial. O snowboarder italiano Roland Fischnaller apareceu na competição com um capacete com a bandeira da Rússia, embora, de acordo com as regras dos Jogos de 2026, a exibição das bandeiras da Rússia e da Bielorrússia nas instalações olímpicas seja proibida. O COI explicou que o atleta exibia as bandeiras dos países onde havia competido anteriormente. Os organizadores acrescentaram que suas autoridades não se estendem às bandeiras em locais públicos fora das arenas.


Estreia do esqui alpino e formato dos Jogos Olímpicos de 2026


Nos Jogos de Milão e Cortina d'Ampezzo, o esqui alpino apareceu pela primeira vez no programa olímpico — uma disciplina que combina subida e descida de esqui. Os atletas percorrem distâncias, alternando entre esqui com camus, caminhada e descida. O programa inclui cinco conjuntos de medalhas: competições individuais e sprint entre homens e mulheres, bem como uma estafeta mista. No total, nos Jogos de 2026 serão disputados 116 conjuntos de medalhas em 16 disciplinas — 7 a mais do que há quatro anos em Pequim.


Esta Olimpíada foi a primeira na história em que duas cidades são oficialmente anfitriãs dos Jogos. Milão recebeu as competições no gelo — patinagem artística, hóquei, short track e patinagem de velocidade. As disciplinas de montanha foram distribuídas entre os clusters de Cortina d'Ampezzo, Valtellina e Vale Fiemme. A cerimónia de abertura foi realizada no estádio San Siro, em Milão, e a cerimónia de encerramento, em 22 de fevereiro, será realizada na Arena di Verona — pela primeira vez desde 1984, as cerimónias serão realizadas em locais diferentes.


Como é a Olimpíada para os fãs e turistas?


Milão-Cortina 2026 é uma das Olimpíadas de Inverno mais geograficamente dispersas. As competições estão espalhadas por oito localidades em três regiões do norte da Itália: Lombardia, Veneto e Trentino-Alto Ádige. Muitos espectadores optam pela estratégia de «duas bases» — alguns dias em Milão nas competições no gelo e depois a mudança para o cluster montanhoso.


De acordo com dados de analistas, o custo de uma estadia de três dias para duas pessoas em Milão é de aproximadamente € 2.800 para viajantes com orçamento limitado. Em Cortina d'Ampezzo, o valor semelhante é de cerca de € 2.500, enquanto a cidade alpina de Livigno é a localização mais cara — mais de € 4.000. Os preços dos hotéis durante as Olimpíadas aumentaram 55-84% em comparação com o período fora das Olimpíadas. Os organizadores informam que já foram vendidos mais de 1,2 milhões de ingressos, e no total são esperados cerca de 2 milhões de visitantes. Os bilhetes para as competições custam a partir de € 30, e mais da metade custa menos de € 100. A infraestrutura de transportes passou por uma grande renovação: o governo italiano investiu cerca de € 1 bilhão na rede ferroviária e na infraestrutura rodoviária antes dos Jogos.


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Lembre-se! Em fevereiro e no início de março, podem ocorrer atrasos e cancelamentos de voos na Itália devido a greves dos trabalhadores do setor aéreo e serviços relacionados. Vários meios de comunicação europeus e agências de notícias italianas alertam para os riscos para os passageiros. Falamos mais detalhadamente sobre as greves nos aeroportos da Itália em nosso artigo anterior.




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Perguntas

mais frequentes

Onde será realizada a Olimpíada de 2026?

Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 serão realizados no norte da Itália. Milão receberá as competições no gelo (patinagem artística, hóquei, short track, patinagem de velocidade), enquanto as disciplinas de montanha serão distribuídas entre Cortina d'Ampezzo, Valtellina, Livigno e o Vale Fiemme. Os Jogos decorrerão de 6 a 22 de fevereiro de 2026.

Quantos conjuntos de medalhas serão disputados nos Jogos Olímpicos de 2026?

Que novo desporto surgiu nos Jogos Olímpicos de 2026?

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