Ataque com mísseis do Irão contra 11 países: mais de 460 mísseis e 350 drones em dois dias
Índice
- Operações «Roar of the Lion» e «Epic Fury»: por que o Irão iniciou os ataques?
- Que países o Irão atacou e quantos mísseis foram lançados?
- Vítimas dos ataques iranianos: mortos e feridos nos países da região
- Explosões em Dubai, Doha e Manama em 1 de março
- Defesa antiaérea: quantos mísseis e drones foram interceptados?
- Ataques de Israel a Teerã e escalada com o Hezbollah
- Vítimas civis no Irão e destruição de infraestruturas
O Médio Oriente está a passar pela maior escalada militar dos últimos anos. O Irão lançou ataques massivos contra países da região, causando mortos e feridos entre a população civil em vários países. Saiba mais sobre a dimensão dos ataques iranianos e as consequências para os países afetados
Entre 28 de fevereiro e 1 de março de 2026, o Médio Oriente passou por uma onda sem precedentes de ataques iranianos. Teerão lançou ataques massivos com mísseis e drones contra 11 países da região — de Israel a Chipre. Em dois dias, o Irão lançou mais de 465 mísseis e mais de 357 drones. Há mortos e dezenas de feridos em vários países.
Continuamos a contar como os acontecimentos se desenvolveram, quais os países mais afetados e o que causou a escalada.
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Operações «Roar of the Lion» e «Epic Fury»: por que o Irão iniciou os ataques?
Na manhã de 28 de fevereiro de 2026, Israel e os EUA iniciaram simultaneamente uma operação militar em grande escala contra o Irão. Israel chamou a sua parte de «Roaring Lion» (Leão Rugindo), e o Pentágono — «Epic Fury» (Fúria Épica). Dezenas de cidades iranianas foram atingidas, incluindo Teerão, Isfahan, Qom, Shahriar e Tabriz. Os ataques visavam instalações militares e nucleares, bem como as residências do líder supremo Ali Khamenei e do presidente Masoud Peshishkian. De acordo com imagens de satélite, o palácio de Khamenei foi completamente destruído.
A agência Reuters informou inicialmente que Khamenei tinha sido levado para um local seguro, mas posteriormente, citando um alto funcionário israelense, confirmou sua morte. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou oficialmente que o líder supremo do Irão havia morrido e chamou isso de «a maior chance para o povo iraniano recuperar seu país». Além de Khamenei, pelo menos quatro membros da sua família, o ministro da Defesa e o chefe do Estado-Maior do Irão, bem como vários outros altos funcionários, morreram como resultado dos ataques. O Exército de Defesa de Israel (IDF) confirmou a eliminação de sete altos funcionários iranianos.
Que países o Irão atacou e quantos mísseis foram lançados?
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou o início de uma «resposta» em grande escala — ataques com mísseis e drones contra Israel e bases militares dos EUA em países aliados no Golfo Pérsico. A televisão estatal iraniana anunciou ataques a quatro instalações militares americanas na região. Na verdade, os ataques atingiram instalações militares e civis e infraestruturas em 11 países.
Segundo as estimativas, o número total de mísseis e drones lançados pelo Irão entre 28 de fevereiro e 1 de março foi distribuído da seguinte forma: Israel — mais de 200 mísseis e mais de 12 drones;
EAU — 140 mísseis e 270 drones (segundo dados separados do Ministério da Defesa dos EAU — 165 mísseis balísticos e 541 drones, a maioria dos quais foi interceptada); Catar — 66 mísseis; Bahrein — 45 mísseis e 9 drones; Jordânia — 13 mísseis e cerca de 36 drones; Iraque — 7 salvas de mísseis e drones sobre Erbil, várias dezenas de drones; Kuwait — vários mísseis e mais de 2 drones; Omã — 3 drones; Chipre — 2 mísseis; Arábia Saudita — até 2 mísseis ou drones; Síria — pelo menos 1 míssil.
Vítimas dos ataques iranianos: mortos e feridos nos países da região
As consequências mais trágicas foram registadas em Israel. Na cidade de Beit Shemesh, localizada a oeste de Jerusalém, um míssil iraniano atingiu diretamente um edifício residencial. De acordo com a polícia israelita e os serviços de proteção civil, pelo menos nove pessoas morreram. O serviço nacional de emergência Magen David Adom informou que 23 pessoas foram resgatadas dos escombros, duas das quais estão em estado grave. O edifício ruiu parcialmente devido ao impacto direto. Também em Telavive, cerca de 20 pessoas foram atingidas por um míssil balístico, uma das quais ficou gravemente ferida.
Nos Emirados Árabes Unidos, de acordo com o Ministério da Defesa do país, três pessoas morreram — cidadãos do Paquistão, Nepal e Bangladesh. Outras 58 pessoas ficaram feridas. Em Dubai, fragmentos do míssil atingiram um arranha-céu, e houve relatos separados da morte de mais uma pessoa devido aos fragmentos. No Kuwait, uma pessoa morreu e 32 ficaram feridas em consequência dos ataques — todas as vítimas são cidadãos estrangeiros. Além disso, um drone de ataque iraniano atacou o Aeroporto Internacional do Kuwait na noite de 28 de fevereiro, e vários funcionários ficaram com ferimentos leves. No total, em toda a região, em dois dias de bombardeios, há mais de dez mortos e mais de cem feridos.
Explosões em Dubai, Doha e Manama em 1 de março
Na manhã de 1 de março, uma série de novas explosões ocorreu nos Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein. Em Doha, capital do Catar, testemunhas ouviram vários estrondos e viram uma densa fumaça preta no sul da cidade. Em Dubai, foram observadas nuvens de fumaça branca provenientes de mísseis interceptados, e fumaça escura foi vista sobre o porto de Jebel Ali. Na capital do Bahrein, Manama, ocorreram pelo menos quatro explosões poderosas.
As autoridades do Catar enviaram alertas por telemóvel à população, pedindo que permanecessem em casa. O Ministério da Defesa do país confirmou que os sistemas de defesa antiaérea interceptaram mísseis iranianos.
Os aeroportos de Dubai suspenderam todos os voos por tempo indeterminado, e os Emirados Árabes Unidos fecharam parcialmente o espaço aéreo, deixando muitos viajantes retidos. O espaço aéreo também foi fechado em Israel e no próprio Irão.
Defesa antiaérea: quantos mísseis e drones foram interceptados?
Uma parte significativa dos mísseis e drones iranianos foi neutralizada ainda no ar graças aos sistemas de defesa antiaérea e antimísseis. O relatório mais detalhado foi divulgado pelo Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos: dos 165 mísseis balísticos lançados contra o país, 152 foram destruídos e 13 caíram no mar. Dois mísseis de cruzeiro também foram interceptados. Dos 541 drones registrados no ar, 506 foram abatidos e 35 caíram no território do país. Alguns destroços dos alvos abatidos causaram danos insignificantes e moderados a instalações civis.
No Catar, foi relatada a interceptação bem-sucedida de mísseis iranianos por sistemas de defesa aérea. Em Israel, o exército afirmou que a defesa aérea trabalhou para interceptar mísseis balísticos, embora alguns mísseis tenham atingido os alvos. Os sistemas de defesa aérea dos EUA também interceptaram mísseis e drones iranianos sobre Erbil, no Iraque, onde está localizada uma base aérea americana.
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Ataques de Israel a Teerã e escalada com o Hezbollah
Em 1 de março, a Força Aérea Israelita atacou pela primeira vez alvos diretamente no centro de Teerã. O Exército de Defesa de Israel informou sobre o ataque ao quartel-general do regime iraniano, observando que, durante o dia anterior, a aviação israelita estabeleceu superioridade aérea para operações futuras. Testemunhas oculares em Teerã registraram uma densa fumaça subindo sobre algumas áreas da capital. As autoridades iranianas anunciaram mais de 200 mortos desde o início dos bombardeios, e as ondas de choque quebraram janelas em toda a cidade.
Ao mesmo tempo, a situação se agravou na fronteira norte de Israel. Na manhã de segunda-feira, um foguete do Hezbollah cruzou o território de Israel vindo do Líbano — o primeiro caso desse tipo em mais de um ano. O exército israelense o interceptou, observando que vários outros caíram em áreas abertas. Em resposta, Israel lançou uma série de ataques contra Beirute. Autoridades libanesas pediram ao Hezbollah que se abstivesse de entrar no conflito ao lado do Irão, temendo mais uma guerra devastadora para o país.
Vítimas civis no Irão e destruição de infraestruturas
Os ataques da coligação dos EUA e Israel causaram um número significativo de vítimas entre a população civil iraniana. De acordo com a mídia iraniana, pelo menos 85 pessoas morreram e muitas outras ficaram feridas em um ataque aéreo a uma escola para meninas na cidade de Minab (província de Hormoghan). Um ataque a uma escola em Teerã também tirou a vida de duas pessoas. O espaço aéreo do Irã foi totalmente fechado e a internet no país foi praticamente desativada.
As autoridades iranianas anunciaram 40 dias de luto pelo falecimento de Khamenei e sete dias de feriado. Trump, por sua vez, afirmou que os «bombardeamentos intensivos e pontuais» do Irão continuarão durante uma semana ou «o tempo que for necessário para atingir o objetivo». De acordo com o Politico, o Reino Unido permitiu que os EUA usassem a base Diego Garcia no Oceano Índico e a base aérea de Fairford para ataques contra o potencial de mísseis iraniano.
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Perguntas
mais frequentes
Que países o Irão atacou em resposta aos ataques dos EUA e de Israel?
Quantas pessoas morreram como resultado dos ataques iranianos?
O que aconteceu com o líder supremo do Irão, Ali Khamenei?
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