Melhores países para investidores em 2026: novo ranking global de investimentos
Os EUA, Singapura e Hong Kong continuam a ser os principais pólos de atração para o capital internacional, enquanto uma série de países de menor dimensão ultrapassa as grandes economias em termos de volume de investimento atraído. Apresentamos quais os países que integraram o top 100 do ranking e por que razão atraem milhares de milhões de dólares. Saiba mais sobre os países mais atraentes do mundo para negócios e investimentos em 2026
Para onde se dirigem hoje os maiores fluxos de capital internacional? A resposta a esta pergunta é dada pelo novo ranking da Visual Capitalist, elaborado com base em dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). O estudo revela quais os países que se tornaram os principais pólos de atração para o investimento estrangeiro direto (IED) e continuam a reforçar as suas posições em 2026. No total, o volume mundial de investimento estrangeiro direto ascendeu a cerca de 1,5 biliões de dólares, e os Estados Unidos da América voltaram a liderar o ranking.
O investimento estrangeiro é um dos principais indicadores da confiança das empresas num país. É precisamente este que, muitas vezes, atesta a estabilidade da economia, a atratividade do mercado e as perspetivas de desenvolvimento futuro. Neste artigo, analisaremos quais os países que lideraram o ranking e o que os torna tão interessantes para os investidores internacionais.
No artigo anterior, apresentamos o ranking dos países mais ricos do mundo em 2026, com base no PIB.
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Quais os países que lideraram o ranking mundial de investimento estrangeiro?
De acordo com dados da UNCTAD, o volume total acumulado de investimento estrangeiro direto no mundo ultrapassou os 46 biliões de dólares. Ao mesmo tempo, uma parte significativa deste capital está concentrada em apenas alguns países, que há muitos anos se mantêm como os principais centros de negócios e finanças internacionais. A fonte do ranking tem em conta precisamente o volume acumulado de IDE, ou seja, todos os investimentos estrangeiros que foram atraídos pelo país e permanecem na sua economia.
Entre os dez líderes mundiais encontram-se:
1. EUA – 14,5 biliões de dólares;
2. Singapura – 2,9 biliões de dólares;
3. Hong Kong – 2,3 biliões de dólares;
4. Países Baixos – 1,8 biliões de dólares;
5. China – 1,6 biliões de dólares;
6. Reino Unido – 1,5 biliões de dólares;
7. Luxemburgo – 1,4 biliões de dólares;
8. Canadá – 1,4 biliões de dólares;
9. Brasil – 1 bilião de dólares;
10. Austrália – cerca de 900 mil milhões de dólares.
As 100 principais países do mundo em termos de volume de investimento estrangeiro direto (IED). Fonte: UNCTAD, Visual Capitalist.
Singapura merece especial atenção. Apesar das suas pequenas dimensões, fica atrás apenas dos EUA e ultrapassa significativamente muitas das grandes economias mundiais. Uma situação semelhante observa-se no Luxemburgo, que, graças ao seu estatuto de centro financeiro internacional, atraiu mais capital estrangeiro do que a maioria dos países da Europa.
Ao mesmo tempo, o ranking demonstra que os investidores internacionais optam cada vez mais não só pelas maiores economias do mundo, mas também por países que oferecem condições favoráveis para a condução de negócios, regulamentação clara e acesso aos mercados globais. É por isso que entre os líderes se encontram países com uma população relativamente pequena, mas com uma infraestrutura financeira e logística robusta.
No artigo anterior, falámos sobre como diversificar legalmente as suas finanças em jurisdições que não fazem parte do CRS em 2026.
Por que razão são precisamente estes países que atraem o capital internacional?
Não é possível entrar na lista dos líderes mundiais em volume de investimento estrangeiro apenas graças a um grande mercado ou a uma população numerosa. Os investidores avaliam todo um conjunto de fatores: desde a estabilidade política até à política fiscal e à qualidade das infraestruturas. É precisamente a combinação destas vantagens que permite a determinados países manterem, ao longo dos anos, posições elevadas nos rankings globais.
Os EUA continuam a ser o líder incontestável graças à maior economia do mundo, ao mercado bolsista desenvolvido e à concentração de empresas tecnológicas de dimensão mundial. O país continua a atrair investimentos no setor financeiro, inteligência artificial, produção de microchips, saúde e energia.
Singapura e Hong Kong constituem portas de entrada financeiras fundamentais para os mercados asiáticos. As suas principais vantagens são:
- Sistema fiscal favorável
- Elevado nível de proteção dos investidores
- Procedimentos simples para a abertura de empresas
- Estatuto de centros financeiros internacionais
Os Países Baixos e o Luxemburgo atraem tradicionalmente as empresas internacionais graças à sua localização geográfica vantajosa, ao acesso ao mercado único da UE e à infraestrutura financeira desenvolvida. Muitas empresas globais utilizam estes países como centros europeus para a gestão dos seus ativos e operações.
Ao mesmo tempo, a China, o Canadá, a Austrália e o Brasil continuam a ser destinos importantes para o investimento devido ao acesso a grandes mercados internos, recursos naturais e projetos de infraestruturas de grande escala. Os investidores estão a investir de forma particularmente ativa na exploração de minerais, energias renováveis, tecnologias e produção.
O ranking mundial mostra que, atualmente, o capital internacional não procura apenas lucros rápidos. Para os investidores, tornam-se cada vez mais importantes regras do jogo previsíveis, instituições estatais eficazes e a capacidade do país de garantir um crescimento económico a longo prazo. São precisamente estes fatores que determinam para onde continuarão a «fluir» milhares de milhões de dólares nos próximos anos.
No artigo anterior, falámos sobre em que países as empresas pagam mais impostos e onde é mais vantajoso abrir uma empresa.
Quais foram os países que apresentaram os melhores resultados nas suas regiões?
O ranking demonstra que os centros de gravidade do capital internacional estão localizados praticamente em todas as regiões do mundo. Ao mesmo tempo, em diferentes partes do planeta, os investidores são guiados por diferentes motivos — desde o acesso a mercados de consumo até vantagens logísticas ou recursos naturais.
Na Europa, as posições mais altas foram ocupadas pelos Países Baixos, pelo Reino Unido e pelo Luxemburgo. Estas países continuam, há muitos anos, a ser centros financeiros e empresariais fundamentais do continente. Particularmente notável é o papel do Luxemburgo, que, graças ao seu setor financeiro desenvolvido, conseguiu entrar no top 10 mundial, apesar da sua pequena área e população.
Na Ásia, os líderes incontestáveis são Singapura, Hong Kong e a China. Singapura continua a consolidar o seu estatuto como um dos centros financeiros mais importantes do mundo, enquanto Hong Kong continua a ser uma plataforma fundamental para a atividade empresarial internacional na região Ásia-Pacífico. A China, apesar do abrandamento do crescimento económico nos últimos anos, continua a figurar entre os maiores destinatários de capital estrangeiro do mundo.
Entre os países das Américas, além dos EUA, destaca-se especialmente o Brasil. Este tornou-se a maior economia da América Latina em termos de volume de investimento estrangeiro acumulado. Os investidores são atraídos pelo grande mercado interno, pelo setor agrícola, pela exploração de minerais e pelos projetos energéticos.
No Médio Oriente, os países do Golfo Pérsico desempenham um papel cada vez mais importante. Embora não figuram no top 10 do ranking, países como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos atraem ativamente capital através de programas de grande escala de diversificação da economia, desenvolvimento tecnológico e infraestruturas.
Em África, os indicadores absolutos de investimento ainda ficam aquém dos de outras regiões, mas alguns países demonstram um crescimento estável. As empresas internacionais investem cada vez mais ativamente na indústria extrativa, na energia, nas telecomunicações e nos serviços digitais, considerando o continente africano como um dos mercados promissores do futuro.
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Perguntas
mais frequentes
Qual foi o país que ocupou o primeiro lugar no mundo em termos de volume de investimento estrangeiro?
O que é o investimento estrangeiro direto (IED)?
Por que razão Singapura ocupa uma posição tão elevada no ranking?
Quais são os países europeus que atraem mais investimento estrangeiro?
Que países poderão reforçar as suas posições nos próximos anos?
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