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Países mais seguros para os investidores em 2026: A Suíça lidera o ranking da Henley & Partners

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Países mais seguros para os investidores em 2026: A Suíça lidera o ranking da Henley & Partners

A Suíça liderou o ranking da Henley & Partners dos países mais seguros para deter capital pela segunda vez consecutiva. Descubra quais os países que ficaram entre os 10 primeiros, porque é que os EUA ficaram apenas em 24º lugar e como o ranking mudou na atualização de primavera do índice

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A Henley & Partners, em conjunto com a plataforma analítica AlphaGeo, atualizou o ranking dos países mais seguros para a preservação de capital – o Índice Global de Risco e Resiliência de Investimento. A Suíça, mais uma vez, conquistou o primeiro lugar, seguida pelos países escandinavos. No entanto, o principal valor deste estudo não reside em quem ficou em primeiro lugar, mas sim na rapidez com que o cenário de risco está a mudar num mundo onde a tensão geopolítica se tornou comum, e não exceção.


O ranking avalia não a rentabilidade dos investimentos ou a taxa de crescimento da economia, mas sim a capacidade de um país preservar o capital durante choques económicos, pressões de sanções ou instabilidade política. Para os analistas, não importa quanto se pode ganhar, mas sim o quão seguro é deixar o que já foi conquistado.


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Como é calculado o ranking dos países mais seguros para os investidores em 2026?


Os analistas da Henley & Partners avaliaram 50 países de acordo com 13 indicadores, incluindo o nível de inflação, os riscos cambiais, a qualidade da administração pública, a situação das finanças públicas e a estabilidade política geral. Os investigadores evitaram deliberadamente critérios de rendibilidade: o índice responde apenas a uma questão – onde é que o dinheiro se sente mais confortável.


A metodologia combina duas componentes: o risco (Risco Score) e a resiliência (Resilence Score). A primeira parte capta a vulnerabilidade do país a choques – desde picos inflacionistas a ameaças climáticas; a segunda – a capacidade da economia e das instituições para recuperarem de choques. É a soma destes dois indicadores que forma a pontuação final do país numa escala até 100.




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TOP 10 dos países mais seguros para os investidores em 2026, segundo a Henley & Partners 2026


A Suíça obteve 88,4 pontos num total de 100 possíveis, mantendo a sua posição de liderança mundial graças à baixa inflação, à política monetária previsível e a um dos ambientes de inovação mais fortes do planeta. A Dinamarca recebeu 85,1 pontos e a Noruega, 83,5, fechando as três primeiras posições.


No total, os dez primeiros classificados foram:


- Suíça

- Dinamarca

- Noruega

- Singapura

- Suécia

- Luxemburgo

- Finlândia

- Países Baixos

- Alemanha

- Islândia


Nove das dez posições foram ocupadas por países europeus. O único representante de outro continente foi Singapura, com 83,4 pontos – o país entrou no top 4 graças ao nível mais baixo de riscos legais e regulamentares do mundo, instituições fortes e política orçamental previsível.


Foto – finance.ua


Leia também quem pode obter o estatuto de não-domiciliado na Grécia, que investimentos são necessários para tal e como conjugar o regime com o "Visto Gold".


Porque é que o panorama dos países mais seguros para os investidores mudou significativamente na primavera de 2026?


Em maio de 2026, a Henley & Partners, em conjunto com a AlphaGeo, lançou uma atualização especial do índice, recalculando a componente de risco com base em dados de mercado atualizados do Prémio de Risco País a partir de 1 de abril de 2026. A ideia é simples: a estabilidade a longo prazo de um país não muda num mês, mas a perceção de risco do mercado pode oscilar a cada semana, pelo que os investigadores decidiram impor esta dinâmica ao modelo base.


O resultado foi indicativo. Os líderes tradicionais mantiveram as suas posições, embora também tenha havido alguma rotação: a Suécia subiu duas posições e entrou no top três, enquanto a Noruega, pelo contrário, caiu duas posições e ficou em quinto lugar. As posições de vários países em desenvolvimento também melhoraram consideravelmente: a Índia subiu 40 posições, as Filipinas também ganharam 40 posições, e a Turquia, o México e Marrocos avançaram em força.


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Médio Oriente no centro da análise de risco


O motivo da atualização de primavera do índice foi a guerra entre os Estados Unidos, Israel e Irão, que começou no final de fevereiro de 2026. O FMI alertou diretamente que a escalada do conflito poderia levar a economia global à recessão, pelo que os analistas da Henley & Partners decidiram verificar como este choque se reflete no panorama mundial dos investimentos. Segundo os investigadores, o prémio de risco – não só no sector energético, mas também noutros sectores estratégicos – dificilmente desaparecerá rapidamente, mesmo que as partes em conflito cheguem a negociações.


A reação dos investidores foi imediata. O número de pedidos de residência alternativa de cidadãos de Israel e do Líbano aumentou significativamente no primeiro trimestre de 2026. No Golfo, a procura de programas dos EAU por parte de clientes locais saltou 41% e os pedidos subiram 26%, impulsionados principalmente por expatriados que procuram um plano B em caso de uma escalada ainda maior do conflito. Entretanto, a Turquia e Marrocos, geograficamente distantes da zona de conflito activa, registaram uma procura adicional por serem jurisdições vizinhas relativamente mais seguras.


Por outro lado, os Estados do Golfo, na linha da frente da agressão iraniana, demonstraram a sua capacidade de proteger as suas populações e infraestruturas críticas, enquanto os elevados preços do petróleo sustentam as finanças públicas da região. Os investigadores observaram também vários países cujas economias estão sob pressão devido a guerras, sanções ou instabilidade estrutural, entre os quais a Bielorrússia (queda de 57 posições), a Bósnia e Herzegovina (queda de 32 posições) e a Bolívia (queda de 28 posições). A principal conclusão dos autores do estudo: nenhum país pode, sozinho, garantir total segurança, por isso, cada vez mais investidores estão a formar os chamados "portfólios soberanos" – distribuindo conscientemente capital, residência e atividades comerciais entre várias jurisdições simultaneamente.


Os ataques iranianos ao Dubai em 2026 destruíram a reputação da cidade como um porto seguro para as grandes capitais. Leia aqui para onde está a migrar a riqueza, que alternativas escolhem os expatriados ricos e o que é realmente necessário para um "plano B" fiável.


Porque é que os EUA ficaram apenas no meio da lista dos países mais seguros para os investidores em 2026?


Apesar de ser a maior economia do planeta, os Estados Unidos ficaram apenas em 24º lugar tanto na versão base do índice como na atualização de maio. A explicação reside na própria lógica do estudo: não premeia a dimensão do mercado nem a rentabilidade potencial, mas avalia a capacidade de manter a estabilidade no meio da turbulência. No caso dos EUA, a pontuação é influenciada tanto pelo défice orçamental como pela polarização política e pela imprevisibilidade da política comercial nos últimos anos.


É significativo que, entre os países do G7, o Canadá tenha sido o que mais desceu, caindo a pique quatro posições, enquanto o Reino Unido e os EUA se mantiveram inalterados. Isto confirma, mais uma vez, a principal conclusão dos investigadores: a antiga divisão entre "mercados desenvolvidos - seguros" e "mercados emergentes - arriscados" já não funciona tão claramente como antes.


Os países mais atrativos para os investidores em 2026, segundo os especialistas da Visual Capitalist, nesta seleção.


O que significa o ranking dos países mais seguros para os investidores em 2026 para quem faz negócios no estrangeiro?


A principal mensagem do estudo é bastante clara: nenhum país, isoladamente, garante a proteção total do capital. É por isso que cada vez mais empresários, incluindo ucranianos, ponderam transferir os seus negócios, registar uma empresa noutra jurisdição ou abrir contas fora do país de residência permanente como forma de reduzir a dependência de um único mercado. Não se trata de motivo para pânico, mas sim de uma estratégia racional de gestão de risco, também recomendada por analistas internacionais.


Estudos como o ranking da Henley & Partners recordam-nos: confiar na estabilidade de um só país é arriscado hoje em dia. Cada vez mais empresários consideram a possibilidade de transferir os seus negócios para o estrangeiro como forma de diversificar riscos e preservar capital em tempos difíceis. Um advogado especializado em direito empresarial acompanha estes processos – desde a escolha da forma jurídica e organizacional ideal numa nova jurisdição até à obtenção de um visto de trabalho e à abertura remota de um escritório de representação da empresa. Um advogado também ajuda a minimizar os riscos fiscais durante a mudança e a resolver disputas com contrapartes, caso surjam num novo local. Em vez de lidar com a legislação estrangeira por conta própria, confie essa parte a um especialista que já tenha trilhado esse caminho com outros clientes.

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Foto – gerada por Gemini




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Perguntas

mais frequentes

O primeiro lugar da Suíça significa que é o melhor país para investir?

Não. A classificação não mede retornos de investimento ou lucratividade. Em vez disso, avalia quão efetivamente um país pode proteger a riqueza durante períodos de incerteza econômica e geopolítica. Uma pontuação alta reflete estabilidade e resiliência, em vez do potencial para lucros mais altos.

Com que frequência o Índice Global de Risco e Resiliência de Investimentos é atualizado?

Essa classificação pode ser usada ao escolher um país para relocação de negócios?

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