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Portugal tornou-se um íman para milionários: como o país se tornou o novo centro de investimento na Europa

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Portugal tornou-se um íman para milionários: como o país se tornou o novo centro de investimento na Europa

Nos últimos cinco anos, Portugal recebeu 725 novos residentes ultra-ricos, e o número de pessoas com um património superior a 25 milhões de euros aumentou quase 50%. Os especialistas atribuem esta tendência não só ao clima agradável e à elevada qualidade de vida, mas também ao desenvolvimento dinâmico do mercado imobiliário, ao afluxo de capital internacional e à venda de empresas locais a grandes investidores. Descubra por que razão Portugal se tornou um dos destinos mais atraentes para as pessoas mais ricas do mundo

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A Portugal faz parte, há muito, da lista dos países europeus mais populares para quem pretende mudar-se, mas os dados mais recentes indicam que, atualmente, atrai cada vez mais não só turistas ou nómadas digitais, mas também as pessoas mais ricas do mundo. Só nos últimos cinco anos, o número de residentes ultra-ricos no país aumentou em 725 pessoas, e os especialistas prevêem um crescimento contínuo deste indicador.


Segundo os analistas, desempenham um papel decisivo não só o clima agradável, a segurança e a elevada qualidade de vida, mas também o desenvolvimento ativo do mercado imobiliário de luxo, o afluxo de capital internacional e as novas oportunidades de investimento. Ao mesmo tempo, cada vez mais riqueza é gerada pelos próprios empresários portugueses, que vendem com sucesso os seus negócios a investidores internacionais e a fundos de investimento.


Explicamos por que razão Portugal se tornou um dos principais pólos de atração do capital mundial e quais os fatores que tornam o país tão atraente para investidores abastados.


No artigo anterior, apresentamos o ranking dos países mais ricos do mundo em 2026, com base no PIB.


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Portugal recebeu 725 novos residentes ultra-ricos: o que revelam os números?


Portugal continua a consolidar a sua posição como um dos locais mais atraentes para viver e investir na Europa. De acordo com dados da empresa internacional de consultoria Knight Frank, entre 2021 e 2026, o número de pessoas com um património superior a 25 milhões de euros (Ultra-High-Net-Worth Individuals, UHNWI) no país aumentou quase 50%.


Em cinco anos, o número destes residentes passou de 1 462 para cerca de 2 187 pessoas. Assim, Portugal ganhou 725 novos residentes ultra-ricos, o que representou uma das taxas de crescimento mais elevadas entre os países europeus.


Os especialistas da Knight Frank prevêem também que esta tendência se mantenha. Até 2031, o número de pessoas com património superior a 25 milhões de euros poderá aumentar ainda mais, para 2 452 pessoas, o que confirma a atratividade a longo prazo do país para o capital internacional.


Ao mesmo tempo, os analistas salientam que não se trata apenas de milionários estrangeiros que se mudam para Portugal. Os empresários locais também desempenham um papel significativo neste crescimento, tendo aumentado substancialmente o seu capital próprio nos últimos anos graças à venda de negócios, à entrada de fundos de investimento no mercado português e ao desenvolvimento de empresas em setores tradicionais e tecnológicos.


Foi precisamente a combinação do desenvolvimento económico interno com o afluxo estável de investidores internacionais que tornou Portugal num dos mercados mais dinâmicos para pessoas abastadas na Europa.


Num artigo anterior, referimos que Portugal mantém o estatuto de melhor «visto dourado» da UE em 2026.


Por que razão os estrangeiros abastados escolhem Portugal?


O aumento do número de residentes ultra-ricos em Portugal deve-se não a um único fator, mas a uma combinação de vantagens económicas, políticas e sociais. Apesar da gradual redução de alguns programas governamentais destinados a investidores, o país continua a ser um dos locais mais atraentes da Europa para a preservação de capital e para a mudança de residência.


Entre as principais razões, os especialistas destacam:

1. Elevada qualidade de vida. Portugal figura regularmente entre os países mais seguros do mundo, oferecendo um clima agradável, infraestruturas modernas, um sistema de saúde desenvolvido e um elevado nível de serviços.

2. Estabilidade política e económica. A adesão à UE e à zona euro garante um ambiente regulatório previsível e acesso ao mercado único europeu.

3. Mercado desenvolvido de imóveis de luxo. A procura por imóveis de luxo mantém-se elevada mesmo após as alterações na legislação em matéria de imigração, enquanto a oferta em zonas de prestígio continua limitada.

4. Um estilo de vida internacional. As pessoas abastadas estão cada vez menos ligadas a um único país. Portugal está a tornar-se, para muitos, um segundo lar ou um local de residência durante parte do ano, graças às boas ligações de transportes e ao elevado nível de conforto.


Ao mesmo tempo, os especialistas salientam que a popularidade do país já não se explica apenas pelos programas Golden Visa ou pelo regime fiscal privilegiado de Residente Não Habitual (NHR). Nos últimos anos, as condições alteraram-se significativamente: os investimentos em imóveis residenciais já não conferem o direito à obtenção do Golden Visa, e os incentivos fiscais tornaram-se menos vantajosos do que anteriormente.


Apesar disso, o interesse pela Portugal não diminuiu. Atualmente, os investidores mudam-se principalmente devido à estabilidade a longo prazo do país, ao ambiente seguro para viver, ao clima favorável ao investimento e à possibilidade de diversificar os seus ativos no seio da União Europeia. São precisamente estes fatores que, cada vez mais, se tornam decisivos na escolha de um novo local de residência.


Já tínhamos referido que Portugal reviu as regras para a obtenção da cidadania em 2026.


Não são só os estrangeiros: quem faz realmente parte do clube dos novos milionários


Apesar da opinião generalizada de que a maior parte dos residentes ultra-ricos em Portugal são estrangeiros, o panorama real é significativamente mais interessante. Segundo os especialistas, o crescimento significativo deveu-se precisamente aos empresários portugueses, que, nos últimos anos, aumentaram substancialmente o seu capital próprio.


A maioria deles são proprietários de empresas familiares das regiões do norte e do centro do país. Trabalham em setores que são tradicionalmente pontos fortes de Portugal:

- Produção de calçado

- Indústria têxtil

- Indústria da madeira

- Produção de vidro e plásticos

- Empresas tecnológicas

- Setor dos serviços


Nos últimos anos, fundos de investimento internacionais e grandes corporações têm vindo a adquirir ativamente empresas portuguesas de sucesso. Para muitos proprietários, isto representou uma oportunidade de rentabilizar os negócios que construíram ao longo de décadas e de passar a fazer parte do grupo de pessoas com um património superior a 25 milhões de euros.


Os especialistas referem que os empresários com idades compreendidas entre os 50 e os 60 anos são os que mais vendem as suas empresas. Alguns deles retiram-se completamente do negócio, enquanto outros permanecem como acionistas minoritários ou gestores após a conclusão do negócio.


Após a venda das empresas, os novos milionários deparam-se com novos desafios: a gestão eficaz de um grande capital, a sua proteção, o investimento, o planeamento fiscal e a transferência de ativos para a próxima geração. É precisamente por isso que os serviços de family offices, consultores de investimento e especialistas em planeamento sucessório estão a assumir uma importância cada vez maior.


Segundo os intervenientes no mercado, foi precisamente a formação de uma nova geração de empresários portugueses abastados que se tornou um dos fatores-chave para o crescimento vertiginoso do número de pessoas ultrarricas no país. Isto demonstra que o crescimento económico de Portugal é hoje sustentado não só pelo afluxo de capital estrangeiro, mas também pelo desenvolvimento das empresas locais.


Num artigo anterior, referimos que Portugal continua a atrair novos residentes para as regiões menos povoadas do país no âmbito do programa Emprego Interior MAIS.


Capital de risco, venda de empresas e novas fortunas


Um dos principais motores do aumento do bem-estar em Portugal tem sido a entrada ativa no mercado de fundos internacionais de capital de risco. As sociedades de investimento adquirem, cada vez com mais frequência, empresas portuguesas de sucesso ou participações nas mesmas, ajudando as empresas a expandirem-se e a entrarem em novos mercados.


Como refere a Euronews, os proprietários das empresas encaram cada vez mais a venda do negócio não como uma medida forçada, mas como uma oportunidade de consolidar o seu valor após muitos anos de desenvolvimento. Alguns empresários vendem apenas uma participação na empresa, para angariar capital para um crescimento futuro, enquanto outros se retiram totalmente do negócio.


Um exemplo ilustrativo foi o do proprietário de uma empresa de panificação no centro de Portugal, que, após a venda da empresa a um grupo francês, recebeu cerca de 100 milhões de euros. Transações semelhantes são cada vez mais frequentes, não só no setor industrial, mas também no setor dos serviços.


O processo de consolidação observa-se atualmente em diversos setores da economia:

- Produção

- Setor tecnológico

- Redes de serviços funerários

- Setor jurídico


São precisamente estes negócios que criam uma nova geração de empresários abastados que, após a venda das suas empresas, investem os seus recursos em imóveis, ativos financeiros ou projetos internacionais. Este processo tornou-se um dos fatores-chave para o aumento do número de pessoas com património superior a 25 milhões de euros em Portugal, a par da chegada de investidores estrangeiros.


O imobiliário continua a ser o principal polo de atração para o capital


O imobiliário de luxo continua a desempenhar um papel fundamental na atratividade de Portugal para investidores abastados. Apesar das alterações no programa Golden Visa, a procura por habitação de luxo não diminui. Segundo os intervenientes no mercado, os compradores consideram cada vez mais o país não só como um local para investir, mas também como residência principal ou secundária.


O maior interesse concentra-se tradicionalmente em várias regiões:

- Lisboa – para residência permanente e investimentos;

- Cascais – uma das estâncias mais prestigiadas do país;

- Algarve – popular entre os compradores internacionais graças ao clima e à costa;

- Comporta – um destino que, nos últimos anos, tem vindo a ganhar popularidade entre os clientes abastados.


O preço dos imóveis de gama alta em Portugal começa aproximadamente nos 6 500 € por metro quadrado, enquanto os preços no segmento de luxo podem atingir os 11 000 € por metro quadrado ou mais, dependendo da localização e das características do imóvel.


A composição dos compradores continua também a ser internacional. Nos segmentos de luxo e ultra-luxo, cerca de 65% das transações são realizadas por estrangeiros, enquanto aproximadamente 35% dos compradores são cidadãos portugueses. Entre os novos clientes, os agentes imobiliários assinalam um aumento do interesse por parte de investidores de Israel e da Turquia, que procuram cada vez mais mercados estáveis para aplicar o seu capital.


O principal problema atual não é a falta de procura, mas sim a oferta limitada. O número de imóveis verdadeiramente únicos nas zonas mais prestigiadas do país continua a ser reduzido, pelo que os imóveis de qualidade continuam a encontrar compradores rapidamente, mesmo num contexto de subida dos preços.


Saiba mais sobre o valor dos imóveis em Portugal em 2026 clicando na ligação.


Residências de marca: por que razão Portugal se tornou um dos líderes da Europa


As residências de marca — complexos residenciais criados em colaboração com marcas hoteleiras internacionais de renome — tornaram-se um fator impulsionador específico do mercado imobiliário de luxo. Estes empreendimentos combinam habitação privada com serviços ao nível de um hotel de cinco estrelas, incluindo serviços de concierge, segurança, limpeza, gestão imobiliária e acesso a infraestruturas.


Segundo dados da empresa Savills, Portugal é atualmente o maior mercado de residências de marca na Europa. O país conta com cerca de 1 200 empreendimentos deste tipo, cuja quota representa 30 a 50 % do mercado total de imóveis residenciais de luxo.


A popularidade deste formato deve-se à mudança no estilo de vida das pessoas abastadas. Muitos investidores já não se limitam a um único país e vivem em várias jurisdições ao longo do ano. As residências de marca permitem usufruir do imóvel durante a estadia em Portugal e, no resto do tempo, entregá-lo a uma gestão profissional.


É precisamente por isso que estes projetos têm uma elevada procura entre os compradores internacionais, que valorizam não só uma localização de prestígio, mas também a possibilidade de usufruir de um serviço completo sem terem de gerir o imóvel por conta própria. O desenvolvimento deste segmento tornou-se mais um fator que reforçou a posição de Portugal como um dos destinos mais atraentes para investidores abastados na Europa.


No artigo anterior, falámos sobre como diversificar legalmente as suas finanças em jurisdições que não fazem parte do CRS em 2026.


Lisboa e Cascais competem com os mercados mais caros da Europa


O aumento do interesse pela Portugal é particularmente visível no mercado imobiliário de luxo em Lisboa e Cascais. São precisamente estas localizações que são hoje consideradas algumas das mais prestigiadas para a aquisição de habitação no país e que, cada vez mais, competem com os centros europeus tradicionais do imobiliário de luxo.


De acordo com dados da rede internacional Christie's International Real Estate, Lisboa e Cascais representam mais de 26% de todos os imóveis de luxo presentes no portfólio europeu da empresa. Cascais ocupou, aliás, o segundo lugar entre os mercados europeus em termos de número de imóveis de luxo representados, ultrapassando cidades como Londres e Madrid.


Os especialistas atribuem esta popularidade a uma combinação de vários fatores:

- Proximidade do Oceano Atlântico

- Infraestruturas desenvolvidas

- Elevado nível de segurança

- Escolas internacionais e instituições de saúde

- Conexões de transporte convenientes com outros países da Europa


Os preços dos imóveis mais exclusivos também demonstram a dimensão da procura. Por exemplo, uma das vilas com nove quartos na zona da Guia, perto de Cascais, está à venda por cerca de 20,4 milhões de euros.


Ao mesmo tempo, os consultores salientam que é precisamente a escassez de oferta de qualidade que sustenta os preços elevados. Devido à quantidade limitada de terrenos nas zonas mais prestigiadas, os novos projetos surgem de forma relativamente lenta, enquanto a procura internacional continua a crescer. É por isso que Lisboa e Cascais continuam a figurar entre os locais mais atraentes da Europa para compradores abastados que procuram imóveis tanto para habitação própria como para a preservação do capital a longo prazo.


No artigo anterior, falámos sobre em que países as empresas pagam mais impostos e onde é mais vantajoso abrir uma empresa.


Continuará Portugal a ser um íman para os investidores abastados?


Apesar da gradual redução de alguns benefícios fiscais e das alterações no programa Golden Visa, os especialistas não prevêem uma diminuição do interesse pela Portugal. Pelo contrário, as previsões da Knight Frank indicam que, até 2031, o número de pessoas com um património superior a 25 milhões de euros no país aumentará para 2 452.


Os analistas explicam que, atualmente, a decisão de se mudar baseia-se cada vez menos apenas em vantagens fiscais. Para as pessoas abastadas, a estabilidade política, a segurança, a elevada qualidade de vida, o acesso ao mercado europeu e a possibilidade de investir em ativos líquidos tornaram-se muito mais importantes.


Ao mesmo tempo, Portugal continua a sair-se bem graças à combinação de vários fatores:

- Uma economia estável e a adesão à UE

- O desenvolvimento ativo do mercado imobiliário de luxo

- O afluxo de capital internacional

- O surgimento de uma nova geração de empresários portugueses abastados

- A elevada procura por projetos habitacionais de luxo


Foi precisamente este conjunto de vantagens que permitiu ao país tornar-se um dos centros mais dinâmicos de concentração de capital privado na Europa. Se as tendências atuais se mantiverem, Portugal continuará a ser um dos destinos mais atraentes para investidores internacionais, empresários e pessoas que procuram um local seguro para viver e preservar os seus ativos a longo prazo.


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Lembrete! Está a planear investir em imóveis pelo programa Golden Visa? Já falámos sobre quais os programas que se tornaram os mais rentáveis ​​para os investidores em 2025. Este artigo compara os Emirados Árabes Unidos, a Grécia, a Turquia, a Letónia e os países asiáticos, o retorno real do investimento imobiliário e os principais riscos que devem ser considerados antes de investir.




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Perguntas

mais frequentes

Quantos novos indivíduos extremamente ricos surgiram em Portugal nos últimos cinco anos?

De acordo com dados da Knight Frank, entre 2021 e 2026, o número de pessoas com um património superior a 25 milhões de euros em Portugal aumentou de 1 462 para 2 187 pessoas. Isto significa que o país ganhou 725 novos residentes extremamente ricos.

Por que razão os investidores abastados escolhem precisamente Portugal?

Quem constitui a maioria dos novos milionários em Portugal?

Quais são as regiões de Portugal mais populares entre os compradores abastados de imóveis?

A Portugal continuará a atrair investidores nos próximos anos?

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