Onde é mais fácil obter um visto Schengen em 2026: classificação dos países
A taxa de recusa dos vistos Schengen varia significativamente consoante o país onde o pedido é apresentado. De acordo com as estatísticas mais recentes da Comissão Europeia, em alguns países, cerca de 9 em cada 10 requerentes obtêm uma decisão positiva. Saiba mais sobre os países com as taxas mais elevadas de aprovação de vistos Schengen e as regras para a escolha do consulado em 2026
Estatisticamente, em 2026, será mais fácil obter um visto Schengen em alguns países do que noutros. De acordo com dados da Comissão Europeia, em 2025, os países do Espaço Schengen receberam mais de 12 milhões de pedidos de vistos de curta duração, e a taxa média de rejeição foi de aproximadamente 14,6%.
Ao mesmo tempo, continua a existir uma diferença significativa entre os diferentes países. Nos países com as estatísticas mais favoráveis, cerca de 9 em cada 10 requerentes recebem uma decisão positiva, enquanto noutros a taxa de rejeição é significativamente mais elevada.
No entanto, esta classificação não significa que um requerente possa simplesmente escolher o consulado com as melhores estatísticas. De acordo com as regras do Espaço Schengen, os pedidos devem ser apresentados ao país que constitui o destino principal da viagem. Por conseguinte, os dados relativos à taxa de aprovação devem ser utilizados como orientação e não como forma de contornar as regras de candidatura.
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Em que países é mais fácil obter um visto Schengen em 2026?
De acordo com as estatísticas mais recentes da Comissão Europeia, a Eslováquia registou a taxa de rejeição mais baixa em 2025. Nesse país, 9,63% dos pedidos foram rejeitados, o que significa que a grande maioria dos requerentes recebeu uma decisão favorável. Ao mesmo tempo, a Eslováquia processou apenas cerca de 18 000 pedidos, pelo que este resultado deve ser avaliado à luz do volume relativamente reduzido.
As estatísticas relativas à Itália são muito mais reveladoras. O país ficou em segundo lugar, com uma taxa de rejeição de 11,33%, mas os seus consulados receberam mais de 1 milhão de pedidos. Isto significa que a taxa favorável não se baseou numa amostra reduzida, mas sim num dos maiores afluxos de requerentes no Espaço Schengen.
Os dez países com as taxas de rejeição mais baixas são:
1. Eslováquia – 9,63%
2. Itália – 11,33%
3. Roménia – 11,48%
4. Áustria – 11,90%
5. Letónia – 12,25%
6. Suíça – 12,49%
7. Bulgária – 12,50%
8. Hungria – 12,97%
9. Alemanha – 13,08%
10. Finlândia – 13,40%
A Suíça e a Alemanha destacam-se em particular. A primeira processou mais de 600 000 pedidos, enquanto a segunda tratou aproximadamente 1,5 milhões. Apesar da carga de trabalho significativa nos consulados, a taxa de recusa nestes países manteve-se abaixo da média do Espaço Schengen, que se situou em cerca de 14,6%.
Ao mesmo tempo, o próprio ranking não deve ser visto como uma lista de «consulados fáceis». Uma baixa taxa de recusa pode depender da localização geográfica dos requerentes, do objetivo das suas viagens, da qualidade dos seus documentos e da estrutura do próprio fluxo de pedidos. Por conseguinte, para os viajantes, estas estatísticas indicam uma tendência geral, em vez de garantirem um resultado específico.
Outra conclusão importante é que os principais destinos turísticos não têm necessariamente as taxas de recusa mais elevadas. A Itália e a Alemanha estão entre os destinos mais procurados, mas continuam a apresentar estatísticas relativamente favoráveis. Isto demonstra claramente que a decisão depende não tanto da popularidade do país, mas sim do pedido específico e do facto de os documentos cumprirem os requisitos do consulado.
No nosso artigo anterior, abordámos os países que pode visitar com um visto dos EUA, do Reino Unido ou do Espaço Schengen em 2026.
Por que razão as taxas de recusa variam de país para país?
A diferença nas taxas entre os diferentes países não significa que um consulado seja «indulgente», enquanto outro emita intencionalmente menos vistos. As estatísticas são influenciadas principalmente pela composição dos pedidos: quem está a apresentar os documentos, com que finalidade, de que país e com que grau de convicção o requerente consegue fundamentar as circunstâncias da viagem.
Isto é claramente evidente também nos dados pan-europeus. Em 2025, a taxa média de recusa de vistos Schengen foi de 14,6 %, mas, dependendo do país de onde os pedidos foram apresentados, a disparidade foi enorme. Por exemplo, para os requerentes da Rússia, a taxa de recusa foi de apenas 6,4 %; na Argélia, 31 %; na Etiópia, 34 %; no Senegal, 51,9 %; e no Burundi, 53,4 %. Estes números mostram que o resultado é influenciado não só pelo país que emite o visto, mas também pelo perfil do grupo específico de requerentes.
Ao analisar um pedido, o consulado avalia toda uma série de fatores. De acordo com as regras da UE, um requerente deve comprovar o objetivo da viagem, o seu local de residência, meios financeiros suficientes, seguro de saúde e a sua intenção de sair do Espaço Schengen após o término do período de permanência autorizado. O consulado pode também solicitar documentos adicionais.
Os motivos de recusa podem incluir inconsistências no itinerário, recursos financeiros insuficientes, uma explicação pouco convincente do objetivo da viagem, dúvidas quanto à autenticidade dos documentos ou dúvidas quanto à intenção do requerente de regressar após a viagem. É precisamente por isso que duas pessoas que apresentem um pedido no mesmo consulado durante o mesmo período podem receber decisões diferentes.
A dimensão das operações dos consulados também é importante. Por exemplo, um país pequeno pode ter uma taxa de recusa muito baixa, mas processar apenas algumas dezenas de milhares de pedidos por ano. Em contrapartida, a Itália ou a Alemanha lidam com volumes que ultrapassam um milhão de pedidos. Por conseguinte, a percentagem bruta deve ser avaliada em conjunto com o número de pedidos e a distribuição geográfica dos locais onde são apresentados.
Já discutimos anteriormente quem é elegível para um visto Schengen de longa duração, válido por mais de 5 anos, e quais os requisitos que devem ser cumpridos.
Como escolher o consulado certo para solicitar um visto Schengen?
Uma elevada taxa de aprovação não significa que um requerente possa escolher qualquer consulado com estatísticas favoráveis. O país de apresentação do pedido é determinado pelo itinerário e pela finalidade da viagem, e não pelas hipóteses de obter uma decisão positiva.
As regras básicas são as seguintes:
1. Viagem a apenas um país. O pedido deve ser apresentado no consulado desse país específico.
2. Vários países com durações de estadia diferentes. Deve apresentar o pedido no país onde pretende passar mais tempo.
3. Vários países com a mesma duração de estadia. Se for impossível determinar o país de destino principal, o pedido deve ser apresentado no consulado do país de primeira entrada.
4. A viagem deve ter um objetivo principal específico. Por exemplo, se o motivo principal da viagem for uma conferência, um programa de estudos ou uma reunião de negócios num determinado país, esse país pode ser considerado o destino principal, mesmo no âmbito de um itinerário mais complexo.
5. Apresente o pedido com base no seu local de residência efetivo. Normalmente, o requerente apresenta o pedido no consulado com jurisdição sobre o país onde reside legalmente.
Por exemplo, se o itinerário incluir sete dias em Itália e três dias em França, o pedido deve ser apresentado no consulado italiano. Se, no entanto, um turista passar cinco dias na Alemanha e outros cinco na Áustria e atravessar primeiro a fronteira alemã, o consulado alemão terá jurisdição.
Tentar alterar artificialmente o itinerário com o único objetivo de apresentar o pedido num país com uma taxa de recusa mais baixa é arriscado. Se as reservas, os bilhetes, o itinerário ou o objetivo real da viagem não corresponderem ao país onde o pedido é apresentado, o consulado poderá solicitar explicações adicionais ou questionar a validade do pedido.
As regras atuais para a seleção do consulado competente estão descritas em pormenor no portal oficial da Comissão Europeia.
Saiba mais sobre o ranking dos países Schengen com as taxas de recusa de vistos mais elevadas seguindo a ligação.
O que aumenta as suas hipóteses de obter um visto Schengen?
Mesmo em países com baixas taxas de recusa, uma decisão positiva não é automática. O consulado avalia não só a integridade formal dos documentos, mas também se todo o pedido parece lógico, coerente e convincente.
Os seguintes fatores são os mais importantes:
1. Um itinerário claro e realista. As datas da viagem, as reservas de alojamento, os meios de transporte e o país onde o pedido é apresentado devem estar todos em consonância.
2. Um objetivo de viagem confirmado. Seja para turismo, negócios, motivos pessoais ou outro objetivo, o motivo deve ficar claro a partir dos documentos e ser coerente com o itinerário.
3. Recursos financeiros suficientes. O requerente deve demonstrar que dispõe de fundos suficientes para cobrir as despesas de subsistência, transporte e outros custos durante toda a duração da viagem.
4. Reservas válidas e confirmações de alojamento. O consulado poderá verificar se estas correspondem às datas e ao itinerário indicados.
5. Seguro de saúde. A apólice deve cumprir os requisitos do Espaço Schengen e cobrir toda a duração da estadia.
6. Um historial de vistos consistente. Viagens anteriores sem violações da duração de estadia permitida podem influenciar positivamente a avaliação global do requerente.
7. Ausência de inconsistências nos documentos. Mesmo pequenas discrepâncias nas datas, no itinerário, nos documentos financeiros ou no formulário de pedido podem suscitar questões adicionais.
Por outro lado, o consulado avalia o risco de o requerente não abandonar o Espaço Schengen após o término da viagem. É por isso que um emprego estável, estudos, negócios, circunstâncias familiares ou outros laços com o país de residência podem ser significativos.
A melhor estratégia não é procurar o país «mais fácil» para apresentar o pedido, mas sim preparar a candidatura de forma a que pareça lógica da primeira à última página. Mesmo nos consulados com elevadas taxas de aprovação, os documentos mal preparados continuam a ser a principal razão para as recusas.
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Perguntas
mais frequentes
A apresentação do pedido num país com uma baixa taxa de recusa garante a obtenção do visto?
É possível solicitar um visto para a Eslováquia se a viagem principal estiver planeada para a Itália?
Com que antecedência em relação à viagem é possível apresentar a documentação?
Quanto tempo demora a análise de um pedido de visto Schengen?
Uma recusa anterior tem impacto num pedido subsequente?
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