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As países mais ricos da Europa até 2030: classificação, previsões do FMI e disparidade de rendimentos

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As países mais ricos da Europa até 2030: classificação, previsões do FMI e disparidade de rendimentos

Até 2030, a maioria das economias europeias irá crescer, mas o equilíbrio de forças praticamente não se alterará. Os líderes continuarão a ser os mesmos, enquanto o fosso entre os países ricos e os candidatos à adesão à UE apenas se acentuará. Saiba mais sobre quais serão os países europeus mais ricos e o que isso significa para a vida e o trabalho no estrangeiro

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O PIB per capita, calculado com base na paridade do poder de compra (PPC), continua a ser o indicador-chave para avaliar o bem-estar dos países na Europa. É precisamente este indicador que permite comparar não só o volume da economia, mas também o nível de vida real nos diferentes países.


De acordo com as previsões do Fundo Monetário Internacional, este indicador irá aumentar em toda a região até 2030. No entanto, uma análise da Euronews revela que a disparidade de rendimentos entre os países continuará a ser significativa, especialmente entre os líderes e os países candidatos à adesão à UE.


Anteriormente, falámos sobre os países europeus onde é mais fácil obter um visto de trabalho e iniciar uma carreira no estrangeiro.


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Como irá mudar o panorama económico da Europa até 2030?


Até 2030, o panorama económico da Europa permanecerá relativamente estável, apesar do crescimento dos indicadores-chave na maioria dos países. A principal razão é o desenvolvimento sincronizado das economias: quando todos os países aumentam o PIB per capita, isso não leva a uma redistribuição significativa das posições no ranking.


O indicador da paridade do poder de compra (PPC) desempenha um papel importante nesta análise. Ao contrário do PIB nominal, este indicador tem em conta a diferença de preços entre países, pelo que reflete com maior precisão o nível de vida real. É por isso que os países com economias fortes, mas caras, podem parecer menos «ricos» em comparação com os países onde os custos são mais baixos.


Outra conclusão fundamental é que o fosso entre os países não está a diminuir. Os líderes com elevados níveis de rendimento continuam a manter uma vantagem significativa, enquanto os países com indicadores mais baixos, nomeadamente os candidatos à adesão à UE, permanecem muito atrás, mesmo numa perspetiva de longo prazo.






Classificação dos países europeus por PIB per capita (PPC) em 2025 e previsão para 2030. Fonte: IMF World Economic Outlook / Euronews


Quais países liderarão o ranking dos mais ricos em 2030?


Os líderes do ranking europeu em termos de PIB per capita até 2030 permanecerão praticamente inalterados, mas haverá uma mudança importante no topo. De acordo com as previsões do Fundo Monetário Internacional, o primeiro lugar será ocupado pela Irlanda, que ultrapassará o atual líder – o Luxemburgo.


Espera-se que o PIB per capita na Irlanda atinga cerca de 182 000 dólares, enquanto no Luxemburgo – cerca de 167 000 dólares. Ambos os países estão significativamente à frente do resto da Europa, formando um grupo separado de líderes económicos com o nível de rendimento mais elevado.


A Noruega, a Suíça e a Dinamarca também fazem parte do top 5 de forma constante. Os seus indicadores ultrapassam os 100 000 dólares por pessoa e, ao contrário da Irlanda, estas economias apresentam uma estrutura mais equilibrada, sem uma influência significativa das empresas transnacionais.


Ao mesmo tempo, é importante ter em conta a particularidade da Irlanda: o seu elevado indicador de PIB deve-se, em grande medida, à presença de grandes empresas internacionais. Como referem os economistas, neste caso, o rendimento nacional bruto (RNB) pode refletir com maior precisão o nível real de bem-estar da população do que o PIB.


No artigo anterior, analisámos detalhadamente o mercado de trabalho na Europa: quais profissões estão em alta, onde estão os salários mais altos e em quais países é mais fácil conseguir emprego.


As grandes economias da Europa estão longe de ser líderes em termos de rendimento


Apesar da sua dimensão económica, os maiores países da Europa não figuram entre os líderes em termos de rendimento per capita. De acordo com as previsões do Fundo Monetário Internacional, a Alemanha ocupará apenas o 12.º lugar em 2030, a França — o 15.º, e o Reino Unido — o 16.º.


Ainda mais abaixo ficarão a Itália (18.º lugar) e a Espanha (22.º lugar), que se tornará a mais fraca entre as cinco maiores economias da região neste indicador. Esta situação demonstra claramente que o tamanho da economia não significa um elevado nível de rendimento da população.


A diferença é particularmente visível nos indicadores de poder de compra. Por exemplo, na Alemanha, o PIB per capita será de cerca de 86 000 dólares, enquanto na Espanha – aproximadamente 66 000 dólares. Isto cria uma diferença de cerca de 31%, mesmo entre as principais economias da Europa.


A razão para este atraso está na estrutura da economia, na dimensão da população e no nível de despesas. Os grandes países têm um PIB total robusto, mas devido à maior população, este indicador é «diluído» no cálculo por pessoa.


Saiba mais sobre a classificação dos salários mínimos na Europa em 2026 neste link.


Os outsiders do ranking – os países candidatos à adesão à UE


As posições mais baixas no ranking do PIB per capita até 2030 são ocupadas principalmente por países candidatos à adesão à UE. Entre elas estão a Ucrânia, o Kosovo e a Moldávia, que permanecem no fim da lista mesmo numa perspetiva de longo prazo.


Na maioria destes países, o indicador do PIB per capita não ultrapassará os 50 000 dólares e, em alguns casos, permanecerá abaixo dos 30 000 dólares. Para efeito de comparação, este valor é aproximadamente metade do nível das economias mais fracas entre os países da UE.


O fosso em relação aos países desenvolvidos continua a ser significativo e sistémico. Explica-se não só pela diferença nos ritmos de crescimento, mas também por fatores estruturais: economias menos desenvolvidas, níveis de investimento mais baixos e acesso limitado ao mercado da UE.


Ao mesmo tempo, há exceções. A Turquia, apesar do seu estatuto de candidato, apresenta melhores resultados – até 2030, poderá subir para cerca do 29.º lugar, ultrapassando até mesmo alguns países da UE, nomeadamente a Bulgária, a Letónia e a Grécia.




Comparação do PIB per capita (PPC) nos países europeus em 2025 e previsão para 2030. Fonte: IMF World Economic Outlook / Euronews


Por que é que o ranking dos países mais ricos quase não muda?


A principal razão para a estabilidade do ranking é o crescimento sincronizado das economias. A maioria dos países europeus aumenta simultaneamente o PIB per capita, pelo que mesmo uma melhoria significativa dos indicadores não garante uma subida no ranking.


Outro fator é a estrutura da economia. Os países líderes, como a Irlanda ou o Luxemburgo, têm setores financeiros e empresariais robustos, que garantem rendimentos consistentemente elevados.

Outros países, mesmo com um PIB total elevado, não conseguem reduzir rapidamente o atraso devido a um modelo económico diferente.


Além disso, o nível dos preços e das despesas também influencia as posições no ranking. É por isso que o indicador PPA continua a ser fundamental: demonstra o bem-estar real da população, e não apenas números económicos «secos».


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Lembrete! Os novos indicadores económicos mostram quais países conseguiram aumentar o PIB e quais perderam posições devido à inflação e à desaceleração do crescimento. Ranking dos países mais ricos do mundo em 2026 — no link.




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Perguntas

mais frequentes

Quais serão os países mais ricos da Europa em 2030?

De acordo com as previsões do Fundo Monetário Internacional, a Irlanda, o Luxemburgo, a Noruega, a Suíça e a Dinamarca continuarão a liderar o ranking. São estes países que terão o PIB per capita mais elevado, tendo em conta a paridade do poder de compra.

Por que razão a Irlanda ocupa o primeiro lugar?

Por que razão grandes economias, como a Alemanha ou a França, não estão no topo?

O que é o PIB em paridade do poder de compra (PPC)?

Quais serão os países menos favorecidos?

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