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Locais turísticos que desaparecerão devido à subida do nível do mar: 17 destinos em risco até 2100

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Locais turísticos que desaparecerão devido à subida do nível do mar: 17 destinos em risco até 2100

A subida do nível do mar já está a alterar o mapa do mundo, e dezenas de destinos turísticos populares encontram-se em risco. Os cientistas prevêem que, até 2100, alguns estados insulares e cidades costeiras poderão tornar-se inabitáveis ou desaparecer completamente. Saiba mais sobre os 17 destinos que se encontram ameaçados e por que razão os especialistas alertam contra o turismo de «última oportunidade»

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As alterações climáticas já estão a afetar o mapa do mundo, e alguns destinos turísticos populares podem desaparecer completamente até ao final deste século. Recentemente, o jornal Daily Mail publicou um artigo sobre resorts e nações insulares ameaçadas pela subida do nível do mar. De acordo com as previsões do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, até 2100, o nível médio global do mar subirá entre 32 e 84 centímetros, e as consequências deste processo já se fazem sentir em vários pontos do planeta.


Os mais vulneráveis continuam a ser os Estados insulares de baixa altitude dos oceanos Pacífico e Índico, bem como cidades emblemáticas com uma história secular. Quais são exatamente os locais que se encontram na zona de risco e por que razão os especialistas alertam contra o chamado turismo de «última oportunidade» — explicamos a seguir neste artigo.


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Por que é que o turismo de «última oportunidade» agrava a situação?


O desejo de ver locais em vias de desaparecimento enquanto ainda existem parece compreensível. No entanto, os especialistas salientam que tal abordagem cria pressão adicional sobre ecossistemas já de si vulneráveis. A fundadora da organização The Gap Decaders, Izzy Nichols, chama a atenção para a ligação direta entre o aumento dos voos de longo curso e a aceleração das alterações climáticas. Os voos adicionais para «viagens de última oportunidade» aumentam a pegada de carbono, que é uma das causas da subida do nível do mar.


André Robles, proprietário da empresa Voyagers Travel Amazon, também aponta para as consequências práticas do afluxo maciço de turistas. As territórios insulares vulneráveis têm reservas limitadas de água doce, infraestruturas de transportes fracas e capacidade insuficiente para responder a situações de emergência. O aumento acentuado do número de visitantes leva à sobrecarga dos sistemas de esgotos, à escassez de recursos e à diminuição da qualidade de vida dos habitantes locais. Na verdade, cada turista adicional aproxima o momento que ele deseja ver «antes que seja tarde demais».




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Maldivas: o país mais baixo do mundo


O arquipélago das Maldivas, situado a sul da Índia, há muito que se tornou sinónimo de férias de luxo. No entanto, a sua localização geográfica torna este país extremamente vulnerável: a altitude média acima do nível do mar é de apenas 1,5 metros, e o ponto mais alto atinge os 2,3 metros. É o país mais baixo do planeta.


Foto: Tripadvisor


Mais de 500 000 pessoas vivem nas Maldivas, grande parte das quais concentradas na capital, Malé — uma cidade densamente povoada numa pequena área de terra baixa. Segundo as previsões, até 2050, cerca de 80% das 1 100 ilhas do arquipélago poderão tornar-se inabitáveis devido à subida do nível do mar.


Kiribati: ilhas onde o nível do mar sobe quatro vezes mais rápido


A República de Kiribati estende-se por três milhões de quilómetros quadrados no Oceano Pacífico, a nordeste da Austrália. Este país é conhecido como um dos primeiros lugares da Terra onde o novo dia amanhece. No entanto, a sua altitude média acima do nível do mar é de apenas três metros.


Particularmente preocupante é o ritmo das mudanças: segundo dados da Active Sustainability, o nível do mar sobe aqui cerca de 1,2 centímetros por ano — o que é quatro vezes mais rápido do que a média mundial. A combinação de uma altitude mínima e do aumento acelerado do nível da água coloca Kiribati entre os países que correm o risco de inundação total já nas próximas décadas.


Ilhas das Bahamas: ameaça interna e externa


O arquipélago das Bahamas enfrenta uma ameaça de dupla natureza. Na ilha mais populosa, New Providence, onde se situa a capital Nassau, o ponto mais alto atinge apenas cerca de cinco metros. Um mapa elaborado por investigadores da Universidade da Califórnia demonstra que uma parte significativa da ilha poderá ficar submersa no prazo de 75 anos, com a formação de novas lagoas interiores.


Foto: iStock


A situação é agravada por uma particularidade geológica das Bahamas. A rocha calcária de que são compostas as ilhas permite que a água do mar se infiltre através do solo. Isto significa que a inundação ocorre simultaneamente por dois lados — tanto pela costa como por baixo, através da rocha. Segundo a BBC Wildlife Magazine, é precisamente esta dupla ameaça que torna as Ilhas Bahamas particularmente vulneráveis.


Fiji: um paraíso tropical sob o impacto das forças da natureza


Fiji ocupa uma área de cerca de 1,3 milhões de quilómetros quadrados na parte sul do Oceano Pacífico. Para além da subida do nível do mar, o arquipélago enfrenta a ameaça crescente de fenómenos meteorológicos extremos. As fortes inundações de 2009 causaram a morte de 19 pessoas, obrigaram milhares de habitantes a abandonar as suas casas e causaram danos significativos nas infraestruturas.


As consequências das catástrofes naturais fazem-se sentir muito para além dos danos imediatos. Os setores-chave da economia de Fiji — o turismo e a produção de açúcar — sofreram perdas graves, o que demonstra claramente como os fenómenos climáticos comprometem a estabilidade económica dos Estados insulares.


Samoa: o desaparecimento dos recifes de coral como prenúncio de uma catástrofe


Samoa, com uma área inferior a 3 000 quilómetros quadrados, conquistou a independência da Nova Zelândia em 1962. Este país permanece, por enquanto, relativamente intocado pelo turismo de massa, mas a ameaça tem outra natureza.

Segundo dados da Active Sustainability, o principal problema ambiental de Samoa é a perda dos recifes de coral devido ao aumento da temperatura do oceano.


Foto: Depositphotos


Os recifes de coral funcionam como uma barreira natural que protege a costa das ondas fortes. O seu desaparecimento deixa a linha costeira desprotegida, o que leva ao agravamento da erosão e ao aumento da frequência das inundações. Na verdade, a destruição dos recifes desencadeia uma reação em cadeia, cujo resultado final pode ser a perda de uma parte significativa do território.


Ilhas Seicheles: um resort de luxo à beira da extinção


O arquipélago das Seychelles é composto por 115 ilhas no Oceano Índico, muitas das quais são de baixa altitude e vulneráveis a quaisquer variações do nível do mar. A maioria dos 130 000 habitantes, bem como as infraestruturas essenciais do país, concentram-se ao longo da costa.


Esta localização significa que mesmo um aumento insignificante do nível da água ou o agravamento das ondas de tempestade podem ter consequências devastadoras para todo o país. Segundo estimativas de especialistas, uma parte significativa das Ilhas Seicheles poderá ficar submersa nos próximos 50 a 100 anos.


Tuvalu: 95% do território em risco de inundação


Tuvalu é um dos exemplos mais reveladores do impacto das alterações climáticas nos Estados insulares. Nos últimos 30 anos, o nível do mar subiu cerca de 21 centímetros — quase o dobro da média mundial.


Foto: Fornecida


As previsões da ONU são extremamente alarmantes: até 2100, até 95% do território do país poderá ficar submerso. O paradoxo reside no facto de Tuvalu praticamente não contribuir para as emissões globais de gases com efeito de estufa, mas ser precisamente este país o primeiro a sentir as consequências das atividades dos países industrializados. Os recursos limitados não permitem que Tuvalu enfrente sozinha a ameaça.


Ilhas Marshall: o desaparecimento da terra firme está a acontecer neste preciso momento


As Ilhas Marshall têm uma área total de apenas 181 quilómetros quadrados, e este número diminui de ano para ano. Ao contrário de outros países da lista, aqui as consequências da subida do nível do mar já são evidentes: na capital, Majuro, áreas de terra que antes estavam acima da água estão agora submersas no mar.


Para as Ilhas Marshall, o desaparecimento do território é um processo que pode ser observado em tempo real. A perda gradual de terra ocorre diariamente e, sem uma intervenção internacional em grande escala, este processo é irreversível.


Ilhas Salomão e Vanuatu: uma ameaça para a Oceânia


As Ilhas Salomão estendem-se por quase 30 000 quilómetros quadrados e são o lar de mais de 800 000 pessoas. A subida do nível do mar já causou uma erosão significativa da linha costeira e, em alguns casos, pequenas ilhas desapareceram completamente. Os cientistas manifestam sérias preocupações quanto à sobrevivência a longo prazo deste país.


Foto: iExplore


A República de Vanuatu, localizada na Melanésia, enfrenta uma dupla pressão — a subida do nível do mar combina-se com ciclones poderosos e regulares. Em março de 2015, o ciclone Pam danificou 90% dos edifícios na capital, demonstrando a magnitude do potencial destrutivo das forças da natureza. Com o aumento do nível do mar e o agravamento das anomalias climáticas, os riscos para Vanuatu continuam a aumentar.


Veneza: a cidade lendária que se afunda lentamente na água


Veneza atrai todos os anos milhões de turistas de todo o mundo graças ao seu sistema único de canais. No entanto, a cidade enfrenta um

duplo problema: nas últimas duas décadas, registaram-se aqui 18 inundações graves, e investigadores do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia determinaram que Veneza afunda cerca de 1 a 2 milímetros por ano.


Entre as possíveis soluções estão a utilização de grandes barreiras contra inundações para isolar partes da terra firme da lagoa e a desmontagem da infraestrutura, com a sua relocalização para mais para o interior. No pior dos cenários, algumas partes da cidade podem tornar-se totalmente inabitáveis. Os especialistas recomendam que quem procura experiências semelhantes preste atenção a cidades italianas menos visitadas, nomeadamente Matera, na região da Basilicata — uma das cidades mais antigas do mundo a ser habitada ininterruptamente — ou a cidade portuária de Trieste, localizada a 1,5 horas de comboio de Veneza.


Lista completa dos 17 destinos turísticos em risco


Em resumo, eis os 17 destinos que, segundo as previsões dos cientistas, podem desaparecer ou sofrer alterações críticas até 2100:


  1. Maldivas — altitude média de 1,5 m; até 80% das ilhas podem tornar-se inabitáveis até 2050.
  2. Kiribati — o nível do mar está a subir quatro vezes mais rápido do que a média mundial.
  3. Ilhas Bahamas — ameaça de inundação tanto pela costa como devido à rocha calcária.
  4. Fiji — fenómenos meteorológicos extremos e subida do nível do mar.
  5. Samoa — o desaparecimento dos recifes de coral enfraquece a proteção natural da costa.
  6. Ilhas Seicheles — a maior parte da população e das infraestruturas concentra-se ao longo da costa.
  7. Tuvalu — até 95% do território pode ficar inundado até 2100.
  8. Ilhas Marshall — a perda de terra já está a ocorrer.
  9. Ilhas Salomão — algumas ilhas já desapareceram.
  10. Vanuatu — combinação de subida do nível do mar e ciclones devastadores.
  11. Veneza — afunda 1–2 mm por ano, inundações fortes e regulares.
  12. Palau — a linha costeira recua, as estradas tornam-se vulneráveis a inundações e à ação das ondas.
  13. Ilhas do Estreito de Torres — o nível do mar subiu 6 cm na década de 1993 a 2019.
  14. Bangladesh — pode perder até 17% do território e enfrentar a deslocação de 20 milhões de pessoas.
  15. Países Baixos — mais de um quarto do território está abaixo do nível do mar; o nível pode subir um metro até 2100.
  16. Miami — a base calcária porosa permite que a água suba do subsolo, causando inundações urbanas constantes.
  17. Nauru — 80% do território foi destruído pela extração de fosfatos, baixa altitude acima do nível do mar.


As viagens a nações insulares e regiões afetadas pelas alterações climáticas requerem uma preparação especial. Condições meteorológicas imprevisíveis, inundações repentinas e cancelamento de voos — tudo isto são riscos reais com que os viajantes se deparam nestes destinos. Um seguro de viagem fiável ajudará a proteger-se de perdas financeiras e a obter a assistência necessária em situações de emergência.


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Foto: Viator




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Perguntas

mais frequentes

Que países podem desaparecer devido à subida do nível do mar?

De acordo com as previsões dos cientistas, os países insulares de baixa altitude são os que correm maior risco: Maldivas, Tuvalu, Kiribati, Ilhas Marshall, Nauru e Palau. Também estão em risco as Ilhas Bahamas, Fiji, Samoa, Ilhas Seicheles, Ilhas Salomão, Vanuatu, Ilhas do Estreito de Torres, partes do Bangladesh, dos Países Baixos, Miami e Veneza.

Quanto subirá o nível do mar até 2100?

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