Grécia introduz novas restrições ao turismo em 2026: o que muda para os viajantes devido ao overtourism
A Grécia, que recebe dezenas de milhões de turistas todos os anos, começa a implementar novas restrições para combater o excesso de turismo. As autoridades do país planeiam controlar a construção na costa, o número de instalações turísticas e até mesmo a utilização das praias, para diminuir a pressão sobre as ilhas e os monumentos históricos. Saiba mais sobre as novas regras que serão introduzidas na Grécia e como estas irão afetar os turistas em 2026
Há muitos anos que a Grécia continua a ser um dos destinos turísticos mais populares da Europa. O clima ameno, as milhares de ilhas, as praias do Mediterrâneo e os monumentos históricos atraem todos os anos milhões de viajantes de todo o mundo. Segundo dados do Banco da Grécia, só em 2024 o país recebeu mais de 36 milhões de turistas – quase três vezes mais do que a população da própria Grécia.
No entanto, essa popularidade começou a criar sérios problemas para as comunidades locais, o ambiente e as infraestruturas. Isto aplica-se especialmente às ilhas mais populares, onde, no verão, o número de turistas excede em várias vezes o número de residentes locais. Por isso, as autoridades do país decidiram reforçar o controlo sobre o desenvolvimento do turismo e introduzir novas regras para proteger a costa, os monumentos históricos e as áreas naturais.
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Por que razão a Grécia está a introduzir restrições para os turistas?
O problema do overtourism na Grécia tem-se agravado há já vários anos consecutivos. A maior pressão recai sobre a época de verão, quando as ilhas e estâncias turísticas populares enfrentam praias superlotadas, escassez de água, transportes sobrecarregados e um aumento acentuado dos preços da habitação para os residentes locais.
Segundo dados do Banco Nacional da Grécia, o turismo representa cerca de 30% do PIB do país, direta ou indiretamente. Ao mesmo tempo, as autoridades reconhecem que, sem controlo sobre os fluxos turísticos, as regiões populares podem perder o seu valor natural e cultural.
A situação tornou-se particularmente complexa nas ilhas de Santorini e Mykonos, que recebem todos os verões centenas de milhares de turistas e dezenas de navios de cruzeiro. Por exemplo, Santorini, com uma população de cerca de 15 mil pessoas, pode receber até 17 a 20 mil turistas num único dia, na época alta.
O Governo da Grécia afirma que as novas regras não visam reduzir o turismo, mas torná-lo mais equilibrado e de melhor qualidade. É por isso que o país está a lançar um novo «Programa Espacial Especial», que prevê o controlo da construção, a proteção das zonas naturais e a limitação da sobrecarga excessiva em determinadas regiões.
O plano também tem em conta:
1. O estado ecológico das ilhas e praias;
2. A pressão sobre os recursos hídricos;
3. A proteção dos monumentos arqueológicos;
4. O problema da construção caótica na costa;
5. A saturação dos locais turísticos populares.
No artigo anterior, falámos sobre as ilhas pouco conhecidas da Grécia, onde é possível encontrar um descanso autêntico sem multidões.
Que novas regras e restrições serão introduzidas na Grécia?
As autoridades gregas planeiam mudar a abordagem ao desenvolvimento do turismo e à construção nas regiões turísticas. O objetivo principal é reduzir a pressão sobre as ilhas populares e, ao mesmo tempo, proteger os locais naturais e históricos do turismo excessivo.
No âmbito do novo programa, todas as regiões turísticas do país serão divididas em cinco categorias distintas:
- Zonas com pressão turística excessiva;
- Territórios com potencial de desenvolvimento;
- Zonas especiais de proteção ambiental;
- Destinos insulares;
- Regiões continentais.
Para cada categoria, serão aplicadas regras e restrições diferentes. Por exemplo, em algumas ilhas poderão ser estabelecidos limites para o número de alojamentos turísticos e novos hotéis.
Uma das novidades mais importantes é o reforço das regras de construção junto ao mar. Segundo a Euronews, em algumas regiões poderá ser proibida a construção a menos de 25 metros da linha costeira. Isto deverá ajudar a preservar o aspeto natural das praias e a reduzir a construção caótica na costa.
Além disso, na Grécia continuam em vigor restrições para os monumentos históricos mais populares. Por exemplo, para visitar a Acrópole de Atenas, os turistas continuam a ter de reservar um horário específico com antecedência. Esta regra foi introduzida já em 2023, após filas recorde e sobrecarga do complexo.
Outra mudança importante diz respeito às praias. Em 2026, as autoridades planeiam limitar a instalação de espreguiçadeiras e infraestruturas de praia em mais de 250 praias do país. Parte das zonas de praia deve permanecer totalmente livre para os visitantes.
Além disso, as novas regras prevêem:
- Maior proteção dos sítios arqueológicos;
- Controlo da utilização das áreas naturais;
- Limitação da construção turística desordenada;
- Melhor controlo do turismo de cruzeiros;
- Desenvolvimento de regiões menos populares em vez das ilhas sobrecarregadas.
O Governo da Grécia salienta que o país não tenciona abandonar o turismo. Pelo contrário – as autoridades pretendem tornar o modelo turístico mais sustentável, para evitar problemas ambientais e preservar os resorts populares para as gerações futuras.
Para saber mais sobre o regime de silêncio de verão na Grécia em 2026 clique no link.
O que mudará para os turistas em 2026?
Para a maioria dos viajantes, a Grécia continuará a ser um país aberto e acessível para férias, mas as viagens poderão tornar-se menos espontâneas. Devido às novas restrições, os turistas terão de reservar cada vez mais com antecedência o alojamento, os bilhetes e as visitas a locais populares.
As maiores mudanças poderão ser sentidas pelos turistas que planeiam viagens a Santorini, Mykonos e outras ilhas populares no pico da época de verão. São precisamente estes destinos que as autoridades consideram como territórios com sobrecarregamento turístico.
Os especialistas do mercado turístico prevêem várias consequências principais das novas regras:
1. Diminuição do número de novos hotéis e apartamentos em regiões populares;
2. Aumento dos preços nos meses de pico devido à oferta limitada;
3. Necessidade de reservas antecipadas;
4. Controlo mais rigoroso das infraestruturas balneares;
5. Menos praias superlotadas em algumas regiões.
As autoridades dedicam especial atenção ao turismo de cruzeiros. Na Grécia, já foi afirmado repetidamente que os grandes navios de cruzeiro criam uma carga excessiva nas ilhas, especialmente quando milhares de turistas chegam simultaneamente a cidades e portos de pequena dimensão.
Além disso, os turistas devem ter em conta que, em 2026, as autoridades poderão desenvolver mais ativamente destinos menos populares. Isto significa que se tentará redirecionar parte dos fluxos turísticos das ilhas sobrecarregadas para regiões continentais ou estâncias menos conhecidas.
Os analistas observam que medidas semelhantes estão gradualmente a tornar-se a nova norma na Europa. Nos últimos anos, vários destinos turísticos populares já começaram a restringir o arrendamento de habitação de curta duração, a introduzir impostos turísticos e multas por violação das regras de conduta nas zonas turísticas.
Anteriormente, informámos que o mercado imobiliário grego está a mudar a favor de habitações compactas, que apresentam um crescimento mais rápido dos preços e da procura.
Que outros países europeus também lutam contra o overtourism?
A Grécia não é o único país da Europa que tenta limitar o excesso de turismo. Devido ao número recorde de viajantes, muitos destinos populares já estão a introduzir novas regras, impostos e proibições para proteger as comunidades locais e a infraestrutura turística.
Espanha
A Espanha continua a ser um dos principais centros de combate ao excesso de turismo na Europa. Os maiores problemas são registados em Barcelona, Maiorca e Ibiza, onde os residentes locais protestam regularmente contra o número excessivo de turistas e o aumento do custo da habitação.
Em Barcelona, as autoridades já anunciaram uma redução gradual dos arrendamentos de curta duração de apartamentos para turistas. Além disso, em muitas regiões do país, existem impostos turísticos para os visitantes.
Itália
A Itália também está a reforçar o controlo sobre o turismo nas cidades mais populares. Em Veneza, em 2025, entrou em vigor um sistema de entrada paga para turistas de um dia em dias de pico.
Além disso, as autoridades do país estão cada vez mais a impor restrições aos grandes navios de cruzeiro, que sobrecarregam as cidades históricas e os ecossistemas.
Países Baixos
Há já vários anos que Amesterdão tenta reduzir o número de turistas no centro da cidade. As autoridades limitam a construção de novos hotéis, reforçam as regras para arrendamentos de curta duração e realizam campanhas contra o «turismo barato».
A cidade também aumentou a taxa turística – atualmente considerada uma das mais elevadas da Europa.
Croácia
A Croácia enfrenta uma sobrecarga nos resorts populares da costa adriática, especialmente em Dubrovnik e Split. Por isso, as autoridades começaram a limitar o número de navios de cruzeiro e grupos turísticos no centro das cidades.
Os especialistas observam que a tendência para controlar os fluxos turísticos na Europa só se intensificará. Os países procuram cada vez mais encontrar um equilíbrio entre as receitas do turismo e a preservação de uma vida confortável para os residentes locais.
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Perguntas
mais frequentes
Por que razão a Grécia vai impor restrições aos turistas em 2026?
Que novas regras serão introduzidas na Grécia para os turistas?
As férias na Grécia ficarão mais caras devido às novas restrições?
Que países da Europa já estão a combater o overtourism?
O que os turistas devem ter em conta antes de viajar para a Grécia em 2026?
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