Longyearbyen, no Spitsbergen: o que se sabe sobre a cidade mais setentrional do mundo e as particularidades da vida nela
Índice
- Onde fica Longyearbyen e qual é a infraestrutura da cidade
- Das minas de carvão às tecnologias árticas: como a economia da cidade evoluiu
- Noite polar e dia polar: um ritmo de luz especial
- Os ursos polares como uma ameaça constante para residentes e turistas
- Regras que não existem noutras cidades: enterros e nascimentos
- A escola e a universidade mais setentrionais do mundo
- Motos de neve e trenós puxados por cães: como se deslocam os habitantes locais
- O Depósito Mundial de Sementes: uma instalação única nas proximidades da cidade
- Seguro médico para viagens a regiões remotas
No arquipélago norueguês de Spitzbergen encontra-se uma povoação reconhecida como a cidade mais setentrional do planeta. A vida aqui está sujeita ao clima ártico — desde a proibição de enterros em caixões até à proteção obrigatória contra os ursos polares fora da povoação. Saiba mais sobre as particularidades da vida em Longyearbyen
A cidade mais setentrional do planeta situa-se no arquipélago norueguês de Spitzbergen e tem uma população de cerca de 2 400 habitantes. A publicação Business Insider falou recentemente sobre o modo de vida singular em Longyearbyen.
A cidade funciona segundo regras ditadas pelo clima ártico e pelo permafrost — desde a proibição de enterros até à formação obrigatória para lidar com ursos polares. A seguir, abordamos a localização de Longyearbyen, as infraestruturas, a educação, a segurança e os transportes.
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Onde fica Longyearbyen e qual é a infraestrutura da cidade
Longyearbyen fica a cerca de 1300 km do Polo Norte. É possível chegar até lá de avião a partir de Oslo — o voo dura cerca de três horas.
Apesar das condições extremas, a cidade possui uma infraestrutura desenvolvida para a sua dimensão. Entre os estabelecimentos disponíveis para residentes e turistas encontram-se:
- uma escola e um centro universitário;
- lojas e restaurantes;
- museus e um cinema;
- bares e uma discoteca.
Sobre 5 cidades medievais da Europa que ficaram fora dos circuitos turísticos — leia mais neste link.
Das minas de carvão às tecnologias árticas: como a economia da cidade evoluiu
Longyearbyen surgiu como um povoado de mineiros e, durante muito tempo, a sua economia baseou-se na extração de carvão. Com o tempo, este setor entrou gradualmente em declínio.
Hoje em dia, a base da economia da cidade é constituída pelo turismo, pela investigação científica e pelo desenvolvimento no domínio das tecnologias árticas.
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Noite polar e dia polar: um ritmo de luz especial
Aproximadamente desde meados de novembro até ao final de janeiro, Longyearbyen vive a noite polar — o sol não nasce no horizonte durante cerca de quatro meses. O regresso do sol é celebrado pelos habitantes com um festival específico — a Semana do Festival do Sol.
No verão, a situação é inversa: durante vários meses, o sol praticamente não se põe. A noite polar torna a cidade uma das melhores do mundo para observar a aurora boreal.
Leia também: As 25 melhores destinos para viagens de reformados em 2026.
Os ursos polares como uma ameaça constante para residentes e turistas
No território de Spitzbergen vivem cerca de 300 ursos polares durante todo o ano. Alguns deles podem aproximar-se das povoações em busca de alimento.
Por isso, ao saírem dos limites da cidade, recomenda-se aos residentes e turistas que tenham consigo armas ou outros meios para afugentar os animais.
Regras que não existem noutras cidades: enterros e nascimentos
Em Longyearbyen, é proibido enterrar os falecidos em caixões — esta regra está em vigor desde a década de 1950. A razão prende-se com o derretimento do permafrost, o que fez com que os restos mortais começassem a emergir à superfície.
A cidade também não dispõe de maternidade.
As mulheres em fase avançada de gravidez são encaminhadas para a Noruega continental. Seguindo o mesmo princípio, os doentes graves que necessitam de cuidados médicos especializados são transportados para o continente.
Ranking das cidades do mundo com a melhor comida de rua — procure aqui.
A escola e a universidade mais setentrionais do mundo
Em Longyearbyen, funciona uma escola frequentada por cerca de 235 alunos com idades compreendidas entre os 6 e os 18 anos. Para além das disciplinas habituais, as crianças aprendem técnicas de sobrevivência em condições árticas — regras de comportamento ao depararem-se com ursos polares, segurança durante caminhadas de inverno e medidas a tomar em caso de avalanches.
Na cidade encontra-se também o Centro Universitário de Spitzbergen — a instituição de ensino superior mais setentrional do mundo. Todos os anos, cerca de 700 estudantes frequentam aqui cursos nas áreas da biologia ártica, geologia, geofísica e tecnologias.
Motos de neve e trenós puxados por cães: como se deslocam os habitantes locais
O principal meio de transporte de inverno dos habitantes são as motos de neve. No final de 2025, contavam-se em Spitzbergen quase 3 000 destas máquinas — mais do que o número de habitantes de Longyearbyen.
Outro meio de transporte comum continuam a ser as trenós puxadas por cães. No arquipélago vivem mais de mil cães polares, capazes de percorrer distâncias consideráveis em condições adversas.
Sobre as cidades mais perigosas do mundo para os turistas — leia neste artigo.
O Depósito Mundial de Sementes: uma instalação única nas proximidades da cidade
Perto de Longyearbyen encontra-se o Repositório Mundial de Sementes. A instalação situa-se a uma profundidade de 120 metros dentro de uma montanha e contém mais de 1,4 milhões de amostras de sementes de todo o mundo.
O repositório foi concebido para preservar a coleção mesmo em caso de graves catástrofes naturais ou provocadas pelo homem.
Seguro médico para viagens a regiões remotas
Uma viagem a locais como Longyearbyen acarreta riscos específicos — desde as consequências de um clima extremo até ao acesso limitado a cuidados médicos especializados no local. Os custos de tratamento ou de evacuação médica em tais casos podem ser avultados.
O portal Visit World oferece um seguro médico para viajantes que cobre as despesas com tratamento no estrangeiro, incluindo em regiões remotas.
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Foto: Magnific
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Perguntas
mais frequentes
Onde fica a cidade mais setentrional do mundo?
Quantas pessoas vivem em Longyearbyen?
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