Ebola 2026: quais países restringiram a entrada de viajantes
Índice
- Por que o surto de Ebola provocou uma reação tão forte dos governos?
- Países que fecharam totalmente a entrada
- Onde quarentena e exame médico substituem a proibição
- Os EUA prolongaram as restrições por mais um mês
- Índia lança declaração de saúde online
- Uganda restringe ligações com a RDC
- O que fazer antes de viajar?
Em 2026, dezenas de países introduziram restrições de entrada devido ao surto de Ebola. Saiba quais países foram afetados e o que os viajantes devem considerar antes de partir
O surto de Ebola que continua em curso na África Central desde o início de 2026 segue alterando as regras das viagens internacionais. No final de agosto, a lista de países que introduziram algum tipo de restrição de entrada já ultrapassava duas dezenas — e essa lista ainda não está fechada. Alguns países fecharam completamente as fronteiras a viajantes vindos das regiões afetadas, enquanto outros optaram por controlo sanitário reforçado ou quarentena obrigatória.
Reunimos onde exatamente as regras de entrada mudaram e o que esperar caso uma viagem ou mudança para o exterior esteja nos seus planos mais próximos.
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Quando as regras de entrada mudam tão depressa e é possível ser-lhe pedido um exame médico adicional ou até quarentena na fronteira, um seguro de saúde de viagem é o que traz tranquilidade em vez de preocupação. Ele cobre os custos de tratamento no exterior, algo especialmente valioso em países onde a assistência médica para estrangeiros é cara. É possível contratar a apólice em poucos minutos, indicando apenas a nacionalidade e o país de destino.
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Por que o surto de Ebola provocou uma reação tão forte dos governos?
O surto atual teve origem na República Democrática do Congo, de onde a doença — causada pelo vírus Bundibugyo, uma variante do Ebola — se espalhou também para o vizinho Uganda. Segundo os dados mais recentes, a RDC já regista mais de 4.300 casos confirmados e mais de 2.000 mortes, números que continuam a aumentar semana após semana. A situação é considerada grave o suficiente para que a Organização Mundial da Saúde tenha declarado o surto uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. Foi precisamente essa decisão que levou dezenas de governos em todo o mundo a agir preventivamente, em vez de esperar que o vírus chegasse às suas próprias fronteiras.
Países que fecharam totalmente a entrada
A posição mais rígida é a do Bahrein, de Israel, do Catar e do Kuwait — todos proíbem a entrada a viajantes que cheguem diretamente da RDC, do Sudão do Sul ou de Uganda, ou que tenham estado nesses países nas últimas três semanas. A exceção habitual aplica-se apenas aos próprios cidadãos, e mesmo estes geralmente não escapam à quarentena.
O Líbano seguiu um caminho semelhante, fechando a fronteira a cidadãos da RDC e de Uganda, tal como Curaçao, onde a proibição atinge nada menos que seis países — Angola, Ruanda e Tanzânia juntaram-se aos já mencionados. Curiosamente, Curaçao impõe uma condição adicional: mesmo cidadãos neerlandeses que se mudaram recentemente para lá não podem entrar na ilha sem terem residido pelo menos seis meses nos Países Baixos.
Taiwan restringiu a entrada a cidadãos e residentes da RDC e de Uganda, mantendo, no entanto, exceções humanitárias — para estudantes, cônjuges e filhos menores de titulares de passaporte taiwanês.
A Arábia Saudita foi ainda mais longe: além de suspender a emissão de vistos para chegadas dos países afetados, proibiu também os seus próprios cidadãos de viajar para a RDC, Uganda e Sudão do Sul.
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Onde quarentena e exame médico substituem a proibição
Alguns países optaram por uma abordagem menos categórica.
O Canadá é um dos exemplos mais ilustrativos: estrangeiros que estiveram na RDC nos últimos 21 dias têm a entrada recusada logo no embarque, e a validade de documentos de imigração para residentes da RDC, Uganda e Sudão do Sul está suspensa pelo menos até 28 de setembro. Quem tem entrada permitida — incluindo cidadãos canadianos — deve cumprir quarentena de 21 dias, e o governo chega a disponibilizar um local de isolamento a quem não tiver onde ficar.
A Jordânia e o Ruanda atuam de forma semelhante: os próprios cidadãos são autorizados a entrar, mas com quarentena obrigatória de três semanas, em casa ou numa instalação designada.
As Maurícias e Trindade e Tobago combinam triagem sanitária com monitorização diária do estado de saúde durante três semanas, enquanto as Bahamas aplicam verificações reforçadas consoante o número de dias decorridos desde a passagem do viajante pela zona de risco.
As Filipinas adotam uma abordagem seletiva: sem sintomas e sem contacto confirmado com o vírus, basta permanecer sob observação; havendo contacto confirmado, a quarentena numa instalação designada é obrigatória.
Na Tailândia, quem chega da RDC ou de Uganda deve entrar exclusivamente pelo Aeroporto de Suvarnabhumi, em Banguecoque, onde é feita a triagem.
Leia também sobre os países mais tranquilos do mundo em 2026.
Os EUA prolongaram as restrições por mais um mês
Merecem atenção especial os Estados Unidos, por serem um dos destinos mais procurados para viagens de negócios, estudos e imigração. Os Centers for Disease Control and Prevention (CDC) suspenderam já em maio a entrada de estrangeiros que tivessem estado na RDC, Uganda ou Sudão do Sul nas três semanas anteriores, e desde então têm prorrogado regularmente essa ordem — a última vez em 12 de agosto, estendendo as restrições pelo menos até 11 de setembro de 2026. O CDC associa diretamente essa prorrogação ao aumento significativo de casos e mortes na RDC em comparação com o mês anterior.
Índia lança declaração de saúde online
A Índia seguiu um caminho um pouco diferente: em vez de proibição ou quarentena, o país introduziu um sistema de autodeclaração de saúde chamado AIR SUVIDHA 2.0. Todos os passageiros internacionais com destino a Deli devem preencher um formulário eletrónico sobre o seu histórico de viagens das últimas três semanas, contactos e eventuais sintomas — algo que pode ser feito até 24 horas antes da partida. No balcão de saúde do aeroporto, será preciso apresentar o comprovativo de registo, em papel ou digital.
Uganda restringe ligações com a RDC
Outro ponto relevante diz respeito não tanto à entrada de viajantes vindos do exterior, mas à ligação regional: o Uganda suspendeu todos os voos de e para a RDC, além de encerrar a travessia de ferry pelo rio Semliki e as rotas de autocarro transfronteiriças. A circulação entre os dois países só é agora possível através de postos fronteiriços oficiais e apenas em caso de necessidade urgente.
Os melhores países do mundo em cuidados de saúde em 2026, no ranking através do link.
O que fazer antes de viajar?
Se o seu itinerário passar por alguma das regiões mencionadas ou envolver países que reforçaram os controlos, vale a pena reservar tempo também para imprevistos:
- Verifique os requisitos atuais do país de destino imediatamente antes de comprar os bilhetes, já que as regras podem mudar literalmente de semana para semana;
- Tenha consigo comprovativo de onde e quando chegou — isso pode agilizar o controlo;
- Considere a possibilidade de quarentena ou atraso de voo e reserve tempo extra no seu plano de viagem.
A situação em torno do surto de Ebola mostra claramente: os planos de viagem podem mudar de repente — devido a uma nova quarentena, um voo cancelado ou a exigência de um exame logo no aeroporto. Nesse caso, o seguro de saúde cobre não só o tratamento, mas também a evacuação médica de emergência, o cancelamento ou interrupção da viagem e outras situações imprevistas. Isto é especialmente importante para quem planeia ficar no exterior por um período mais longo — expatriados, estudantes ou viajantes de negócios —, para quem uma consulta numa clínica privada sem seguro pode custar milhares de dólares. O prazo da apólice pode ser ajustado às suas necessidades: de poucos dias a um ano ou mais. Não é uma despesa, mas sim uma forma de se proteger de um golpe financeiro justamente num momento em que já terá logística suficiente para gerir. Escolha uma apólice que corresponda ao seu itinerário e viaje sabendo que tem apoio em caso de emergência.
Recordamos que Aruba, as Ilhas Caimão e Malta lideram o novo ranking dos destinos de viagem mais tranquilos. Já tínhamos falado sobre quais outras ilhas entraram no top 10 das mais seguras em 2026 e por que vale a pena conhecê-las.
Foto - gerada por Gemini
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