Vendas de imóveis residenciais na Europa 2025-2026: Onde o mercado imobiliário está a crescer mais rapidamente
O mercado imobiliário europeu apresentou uma recuperação notável em 2025, com o aumento das vendas de imóveis em quase todos os países do continente. Descubra que países bateram recordes de crescimento, porque é que a Croácia continua a ser uma exceção e o que revelam os primeiros dados para 2026
Após vários anos de incerteza, o mercado imobiliário europeu respirou finalmente fundo. Em 2025, as vendas de imóveis residenciais aumentaram em 17 dos 20 países para os quais o Eurostat forneceu dados, e a queda do custo dos empréstimos foi o principal catalisador para este movimento. A recuperação mais notável foi demonstrada pela França, onde o número de transações ultrapassou um milhão, enquanto a Eslovénia bateu o recorde de crescimento – quase 30% ao ano.
Neste artigo, falaremos sobre as principais mudanças no mercado imobiliário europeu.
Comprar ou vender imóveis no estrangeiro é um processo em que é fundamental não cometer erros em nenhuma fase: desde a verificação da documentação até à assinatura do contrato.
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Porque é que o mercado imobiliário europeu está em alta agora?
Segundo Mikko Kalmet, consultor imobiliário da Global Property Guide, os principais fatores que impulsionam a atividade de compra e venda são a disponibilidade de financiamento imobiliário, as taxas de juro, o rendimento das famílias e a confiança geral do consumidor. Quando estes indicadores melhoram em conjunto, o mercado reage rapidamente – o que aconteceu em 2025, quando as taxas Euribor estabilizaram e as pessoas que há anos adiavam a compra de imóveis devido à incerteza finalmente arriscaram agir.
Os maiores aumentos foram registados na Lituânia (22,8%), Áustria (21,4%) e Bélgica (20,2%). Foram também observados números de dois dígitos no Luxemburgo, Hungria, Holanda, Dinamarca, França e Portugal.
No entanto, convém lembrar que, em mercados mais pequenos, mesmo um pequeno número de transações adicionais representa uma percentagem impressionante em comparação com o ano anterior, pelo que os números absolutos contam, por vezes, uma história completamente diferente das percentagens.
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Foto – Euronews
França e Espanha – os principais intervenientes no mercado
Entre as principais economias do continente, o Eurostat forneceu dados completos apenas para França e Espanha, e ambos os países confirmaram o seu estatuto de mercados mais activos da Europa.
A França superou todos os outros – mais de um milhão de imóveis vendidos por ano, embora os preços tenham permanecido praticamente inalterados, com um aumento de apenas 0,1% em relação ao ano anterior entre o primeiro trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026.
Já o mercado espanhol cresceu em ambos os anos consecutivos: as vendas aumentaram 5,4%, e os dados mais recentes mostram que em 2025 foram registadas mais de 705 mil transações de compra e venda – o número mais elevado desde 2007, com um preço médio por metro quadrado que também bateu um recorde histórico. Ou seja, tanto a actividade como o valor estão a crescer simultaneamente no mercado espanhol, o que os analistas consideram um sinal de procura saudável, e não de sobreaquecimento.
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A Croácia é uma exceção no meio de uma tendência geral de alta
Nem todos os países seguiram a mesma direção. A Croácia tornou-se o único mercado onde as vendas caíram durante quatro anos consecutivos e, pela segunda vez consecutiva, registando uma queda tanto em 2024 como em 2025. Paradoxalmente, é aqui que as rendas crescem mais rapidamente na Europa – 39,1% em apenas um ano, enquanto os preços dos imóveis subiram 14,3%. A explicação para tal não reside nas tendências pan-europeias, mas sim em factores internos: construção limitada, pressão turística sobre as cidades costeiras e o elevado custo de construção de novas habitações. Uma ligeira quebra nas vendas também ocorreu na Bulgária (-2,5%) e na Polónia (-1,1%), mas a magnitude deste declínio não se compara à dinâmica croata.
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O que nos reserva o ano de 2026?
Os dados do primeiro trimestre de 2026 confirmam: a tendência de subida dos preços dos imóveis na União Europeia não para – os preços subiram 5,1% face ao ano anterior. Os países que lideraram os aumentos foram Portugal (+17,8%), Bulgária (+14,8%) e Eslováquia (+14,4%), enquanto em França e na Finlândia, os preços dos imóveis, pelo contrário, diminuíram ligeiramente. As rendas também continuam a subir em quase todo o continente, e novamente o maior aumento foi registado na Croácia. Os analistas explicam isto pela persistente escassez de novas ofertas: o elevado custo dos materiais de construção e da mão-de-obra está a travar as empresas de construção, enquanto a procura – especialmente em regiões atractivas para o turismo e para o trabalho – se mantém elevada.
Foto – Euronews
A que devem os compradores prestar atenção?
Para quem planeia comprar imóveis na Europa, o atual panorama do mercado oferece algumas orientações:
- Os mercados com elevada procura e oferta limitada (Espanha, Portugal, Croácia) continuarão a ter aumentos de preços mais rápidos do que a média europeia;
- A estabilização das taxas de juro tornou a compra mais acessível do que há dois ou três anos, mas o custo dos imóveis em si está a aumentar paralelamente;
- Mercados pequenos como a Eslovénia ou a Lituânia podem oferecer oportunidades de investimento interessantes, embora o baixo número absoluto de transacções signifique também menor liquidez.
O mercado imobiliário europeu entrou numa fase de recuperação, mas de forma desigual: alguns países registam recordes de atividade, enquanto outros, pelo contrário, continuam estagnados sob a pressão dos fatores locais. Quem pondera comprar ou vender imóveis no estrangeiro deve monitorizar atentamente a dinâmica de cada país específico e não se concentrar na média pan-europeia.
O crescimento das vendas de imóveis na Europa significa também um aumento do número de transações internacionais, em que o comprador e o vendedor podem estar em jurisdições diferentes e podem até não falar a mesma língua. Numa situação destas, o apoio de um advogado imobiliário qualificado torna-se não uma opção, mas uma necessidade.
Um especialista verificará a legalidade do imóvel, ajudá-lo-á a lidar com os impostos e taxas locais e também representará os seus interesses em caso de disputas com a outra parte da transação. Se planeia comprar um apartamento em Espanha, uma casa em Portugal ou um imóvel para investimento num dos países com mercado imobiliário ativo, o apoio jurídico reduz significativamente o risco de perder dinheiro devido a erros formais ou lacunas na documentação.
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Perguntas
mais frequentes
Vale a pena comprar propriedade na Europa agora?
Por que as taxas do Euribor têm um impacto tão forte no mercado imobiliário europeu?
Há diferença entre comprar propriedade na Europa para viver e comprá-la como investimento?
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